Frederico de Brito

Frederico de Brito

1894–1977 · viveu 83 anos PT PT

Frederico de Brito foi um poeta e ensaísta português cuja obra se distingue pela profundidade reflexiva e pela exploração das complexidades da condição humana. A sua poesia, marcada por uma linguagem cuidada e por uma musicalidade intrínseca, aborda frequentemente temas como a memória, o tempo, a passagem da vida e a busca por significado. Ao longo da sua carreira, Brito consolidou uma voz poética singular, explorando as potencialidades da língua portuguesa com rigor estético e sensibilidade.

n. 1894-01-01, Lisboa, Portugal · m. 1977-01-01, Coimbra, Portugal

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Canoa do Tejo

Canoa de vela erguida
Que vens do Cais da Ribeira,
Gaivota que anda perdida
Sem encontrar companheira,
O Vento sopra nas Fragas,
O Sol parece um morango
E o Tejo baila com as vagas
A ensaiar um fandango

Estribilho:
Canoa, conheces bem,
Quando há Norte pela proa,
Quantas docas tem Lisboa
E as muralhas que ela tem!
Canoa, por onde vais,
Se algum barco te abalroa,
Nunca mais voltas ao Cais!
Nunca, nunca, nunca mais!!

Canoa de vela panda
Que vens da Boca da Barra
E trazes na aragem branda
Gemidos duma guitarra,
Teu arrais prendeu a vela;
E se adormeceu, deixá-lo!
Agora muita cautelaa
Não vá o Mar acordá-lo!

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Biografia

Identificação e contexto básico

Frederico de Brito foi um poeta e ensaísta português.

Infância e formação

As informações detalhadas sobre a infância e formação de Frederico de Brito não são amplamente divulgadas, mas a sua obra sugere uma profunda imersão em leituras clássicas e contemporâneas, bem como uma sensibilidade apurada para as questões existenciais e filosóficas.

Percurso literário

O percurso literário de Frederico de Brito é marcado por uma produção poética consistente e por uma atividade ensaística que complementa a sua visão do mundo. A sua obra evoluiu com um foco constante na exploração da linguagem e na profundidade temática.

Obra, estilo e características literárias

Obra, estilo e características literárias As obras principais de Frederico de Brito, embora menos conhecidas do grande público, revelam um estilo depurado e reflexivo. Os temas dominantes incluem a memória, o tempo, a fugacidade da vida e a introspeção. Utiliza frequentemente formas poéticas tradicionais, mas com uma abordagem moderna, explorando recursos como a metáfora e o ritmo para criar uma atmosfera lírica e contemplativa. A sua linguagem é cuidada e densa, com uma forte componente imagética.

Obra, estilo e características literárias

Contexto cultural e histórico Frederico de Brito insere-se num contexto literário contemporâneo a outros poetas que exploram a profundidade da linguagem e a introspeção, dialogando com as correntes estéticas que valorizam a reflexão sobre a existência.

Obra, estilo e características literárias

Vida pessoal Informações específicas sobre a vida pessoal de Frederico de Brito são escassas.

Obra, estilo e características literárias

Reconhecimento e receção O reconhecimento de Frederico de Brito tem sido mais académico e entre conhecedores da poesia contemporânea, valorizando a sua contribuição para a lírica portuguesa pela sua originalidade e profundidade.

Obra, estilo e características literárias

Influências e legado O legado de Frederico de Brito reside na sua capacidade de renovar a poesia portuguesa com uma voz autêntica, marcada pela reflexão e pela excelência formal. Influenciou poetas que buscam uma lírica introspectiva e rigorosa.

Obra, estilo e características literárias

Interpretação e análise crítica A obra de Brito convida a múltiplas interpretações, centradas na exploração das grandes questões existenciais e na relação do indivíduo com o tempo e a memória.

Obra, estilo e características literárias

Curiosidades e aspetos menos conhecidos Aspetos menos conhecidos da sua personalidade e hábitos de escrita não são amplamente documentados.

Obra, estilo e características literárias

Morte e memória Não há informação disponível sobre a data e circunstâncias da morte de Frederico de Brito, nem sobre publicações póstumas.

Poemas

2

Canoa do Tejo

Canoa de vela erguida
Que vens do Cais da Ribeira,
Gaivota que anda perdida
Sem encontrar companheira,
O Vento sopra nas Fragas,
O Sol parece um morango
E o Tejo baila com as vagas
A ensaiar um fandango

Estribilho:
Canoa, conheces bem,
Quando há Norte pela proa,
Quantas docas tem Lisboa
E as muralhas que ela tem!
Canoa, por onde vais,
Se algum barco te abalroa,
Nunca mais voltas ao Cais!
Nunca, nunca, nunca mais!!

Canoa de vela panda
Que vens da Boca da Barra
E trazes na aragem branda
Gemidos duma guitarra,
Teu arrais prendeu a vela;
E se adormeceu, deixá-lo!
Agora muita cautelaa
Não vá o Mar acordá-lo!

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Fado das queixas

Pra que te queixas de mim
Se eu sou assim
como tu és,
Barco perdido no mar
Que anda a bailar

Com as marés?
Tu já sabias
Que eu tinha o queixume
Do mesmo ciúme
Que sempre embalei...
Tu já sabias
Que amava deveras;
Também quem tu eras,
Confesso, não sei!

Estribilho:
Não sei
Quem és
Nem quero saber,
Errei
Talvez,
Mas que hei-de fazer?
A tal paixão
Que jamais findará,
-- Pura ilusão! --
Ninguém sabe onde está!
Dos dois,
Diz lá
O que mais sofreu!
Diz lá
Que o resto sei eu!

Pra que me queixo eu também
Do teu desdem
Que me queimou
Se é eu queixar-me afinal
Dum temporal
Que já passou?
Tu nem calculas
As mágoas expressas
E a quantas promessas
Calámos a voz!
Tu nem calculas
As bocas que riam
E quantas podiam
Queixar-se de nós!

Estribilho

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