Danilo Melo

Danilo Melo

n. 2001 BR BR

Danilo Melo é um poeta cuja obra se destaca pela sua originalidade e pela exploração de novas linguagens poéticas. Com uma escrita que transita entre o íntimo e o social, os seus versos abordam temas como a memória, a identidade e as complexidades das relações humanas. A sua poesia é marcada por uma capacidade ímpar de captar a efemeridade dos momentos e a persistência das emoções. Danilo Melo tem vindo a afirmar-se como uma voz distintiva na poesia lusófona, atraindo pela sua sensibilidade e pela pertinência das suas inquietações.

n. 2001-04-29, Salvador

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Náuseas

Saltitante entre as marquises
O desespero revelado de cada dia
Aqui jaz a substância humana
Armazenada em programas de computador
E a carne meus amigos,

A carne finge que é bela.
Crônicas do massacre urbano e livre
O amor enlatado e vendido com etiquetas de 1a qualidade
Aqui descreve-se a moral do ocidente escrita em boas maneiras.

Promíscua continua a poesia procurando a existência
Deserto é o coração, o homem permanece cheio

Todo o cosmo ri de mim quando faço poemas
minha linguagem é de um mundo atrasado
Preocupado eternamente com a morte, em vez da vida.

Sente-se fome de si, e náusea.

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Poemas

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Náuseas

Saltitante entre as marquises
O desespero revelado de cada dia
Aqui jaz a substância humana
Armazenada em programas de computador
E a carne meus amigos,

A carne finge que é bela.
Crônicas do massacre urbano e livre
O amor enlatado e vendido com etiquetas de 1a qualidade
Aqui descreve-se a moral do ocidente escrita em boas maneiras.

Promíscua continua a poesia procurando a existência
Deserto é o coração, o homem permanece cheio

Todo o cosmo ri de mim quando faço poemas
minha linguagem é de um mundo atrasado
Preocupado eternamente com a morte, em vez da vida.

Sente-se fome de si, e náusea.

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