Charlotte Delbo

Charlotte Delbo

1913–1985 · viveu 71 anos FR FR

Charlotte Delbo foi uma escritora, resistente e sobrevivente de campos de concentração nazis, cuja obra é marcada pela experiência da deportação e pela reflexão sobre a memória, a dignidade humana e a resistência. Sua poesia e prosa exploram as profundezas da experiência humana sob condições extremas, abordando temas como a perda, a identidade e a necessidade de testemunho. Delbo dedicou-se a dar voz às vítimas e a compreender a natureza do mal, mas também a força do espírito humano.

n. 1913-08-10, Vigneux-sur-Seine · m. 1985-03-01, 4.º arrondissement de Paris

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Oração aos vivos para que sejam perdoados por estarem vivos

Eu suplico-vos
fazei qualquer coisa
aprendei um passo
uma dança
alguma coisa que vos justifique
que vos dê o direito
de vestir a vossa pele o vosso pêlo
aprendei a andar e a rir
porque será completamente estúpido
no fim
que tantos tenham sido mortos
e que vós viveis
sem nada fazer da vossa vida.
(versão de Luís Filipe Parrado)
:
Prière aux vivants pour leur pardonner d´être vivants
Je vous en supplie
faites quelque chose
apprenez un pas
une danse
quelque chose qui vous justifie
qui vouus donne le droit
d'être habillés de votre peau de votre poil
apprenez à marcher et à rire
parce que ce serait trop bête
à la fin
que tant soient morts
et que vous viviez
sans rien faire de votre vie.
(Extraído dePoèmes pour voyager - anthologie des poèmes dans le métro et le bus, 2005, p. 71).
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Poemas

1

Oração aos vivos para que sejam perdoados por estarem vivos

Eu suplico-vos
fazei qualquer coisa
aprendei um passo
uma dança
alguma coisa que vos justifique
que vos dê o direito
de vestir a vossa pele o vosso pêlo
aprendei a andar e a rir
porque será completamente estúpido
no fim
que tantos tenham sido mortos
e que vós viveis
sem nada fazer da vossa vida.
(versão de Luís Filipe Parrado)
:
Prière aux vivants pour leur pardonner d´être vivants
Je vous en supplie
faites quelque chose
apprenez un pas
une danse
quelque chose qui vous justifie
qui vouus donne le droit
d'être habillés de votre peau de votre poil
apprenez à marcher et à rire
parce que ce serait trop bête
à la fin
que tant soient morts
et que vous viviez
sans rien faire de votre vie.
(Extraído dePoèmes pour voyager - anthologie des poèmes dans le métro et le bus, 2005, p. 71).
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