Carla Bianca

Carla Bianca

n. 1994

Carla Bianca é uma figura emergente na poesia contemporânea, cujo trabalho se destaca pela exploração profunda da subjetividade e da condição humana. A sua obra poética tece uma tapeçaria de emoções complexas, abordando temas como a memória, a identidade e a efemeridade da existência com uma linguagem lírica e imagética. A autora demonstra uma notável capacidade de transitar entre o íntimo e o universal, convidando o leitor a uma introspeção sobre as suas próprias experiências. Com uma abordagem que combina sensibilidade estética e rigor formal, Carla Bianca tem vindo a consolidar o seu espaço no panorama literário, oferecendo uma voz poética que ressoa pela sua originalidade e pela força expressiva. A sua escrita é marcada por uma introspeção delicada, explorando as nuances do sentir e do ser.

n. 1994-10-15, Rio de Janeiro

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Ceia

Trago mel nas mãos,
afagos na boca,
cheiros em meus lábios,
sonhos nos olhos;
tudo para um amor
que não sei qual;
tudo pronto a esperar
conviva para a ceia,
companhia para minha sede,
apetite,
emoção,
brindados em vinho branco,
acalentados
no aconchego da paz.

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Biografia

Identificação e contexto básico

Carla Bianca é uma poetisa contemporânea cujo nome tem ganhado relevância no cenário literário. A sua produção literária é predominantemente em língua portuguesa.

Infância e formação

A informação sobre a infância e formação de Carla Bianca não está amplamente documentada em fontes públicas, sugerindo um foco maior na sua obra literária atual.

Percurso literário

O percurso literário de Carla Bianca tem-se desenvolvido no âmbito da poesia contemporânea. A sua escrita caracteriza-se pela exploração de temas introspectivos e existenciais, com uma linguagem cuidada e imagética.

Obra, estilo e características literárias

Obra, estilo e características literárias A obra de Carla Bianca é marcada pela exploração da subjetividade, da memória e da identidade. O seu estilo poético é lírico e imagético, com um tom confessional que convida à reflexão. Explora a efemeridade da existência e as complexidades das emoções humanas, utilizando frequentemente a metáfora e um ritmo musical. A autora procura dialogar com a tradição poética, ao mesmo tempo que introduz uma sensibilidade moderna na sua abordagem.

Obra, estilo e características literárias

Contexto cultural e histórico Inserida no contexto da literatura contemporânea em língua portuguesa, a obra de Carla Bianca reflete sensibilidades e preocupações próprias do século XXI. O seu trabalho dialoga com a produção literária atual, abordando temas universais sob uma perspetiva individual e reflexiva.

Obra, estilo e características literárias

Vida pessoal Detalhes específicos sobre a vida pessoal de Carla Bianca não são amplamente divulgados, com o foco a recair sobre a sua produção artística.

Obra, estilo e características literárias

Reconhecimento e receção O reconhecimento de Carla Bianca tem vindo a crescer no meio literário, especialmente entre leitores e críticos que apreciam a sua abordagem lírica e introspectiva à poesia. A sua obra tem sido notada pela originalidade e pela qualidade estética.

Obra, estilo e características literárias

Influências e legado Embora influências específicas possam variar, a poesia de Carla Bianca dialoga com correntes literárias que valorizam a exploração do eu e a profundidade emocional. O seu legado reside na contribuição para a poesia contemporânea com uma voz autêntica e sensível.

Obra, estilo e características literárias

Interpretação e análise crítica A obra de Carla Bianca é frequentemente interpretada como uma meditação sobre a condição humana, a passagem do tempo e a busca por sentido. A sua poesia convida a uma análise das fragilidades e das forças interiores do indivíduo.

Obra, estilo e características literárias

Curiosidades e aspetos menos conhecidos Informações sobre curiosidades ou aspetos menos conhecidos da sua vida ou obra não são publicamente acessíveis.

Obra, estilo e características literárias

Morte e memória Sendo uma autora contemporânea, não há registos de morte. A sua memória é construída através da sua obra em constante produção e receção.

Poemas

7

Ceia

Trago mel nas mãos,
afagos na boca,
cheiros em meus lábios,
sonhos nos olhos;
tudo para um amor
que não sei qual;
tudo pronto a esperar
conviva para a ceia,
companhia para minha sede,
apetite,
emoção,
brindados em vinho branco,
acalentados
no aconchego da paz.

874

Ventos Vulcânicos

Contemplo imagem do espelho, reflexo tão belo como há muito não vislumbrava. Vulto luminoso emoldurado por negros cabelos e morenas faces. Dentes mais brancos, boca rosada e delatora, dançando teu nome sem escorrer um único som.
Imagem confiante que resplandece, bafejada por ventos vulcânicos, advindos da grande erupção da tua presença.

950

Alheio

Sofro,
por não ter
o que é teu.
O corpo,
boca,
pernas,
e dorso.
Contemplo o alheio,
sou do outro
e assim
faço-me companhia.

933

Ilustre Visitante

Converso com o amor. Ele fala como se fôssemos íntimos. Aperta minha mão e beija-me as faces. Coro o rosto, banhada pela timidez. Não sei se possuo fidalguia para anfitrionar tão distinta personalidade.
Os gestos de amor são elegantes e clássicos, dando a impressão de tratar-se de alguém que nunca se emociona. Um engano que vai se dissipando ao longo de nossa conversa. Quando falo de minhas tristezas, aquele ser distante, muda de figura e começa a verter lágrimas. Ao ver esta cena fico triste e alegre, por perceber-me através de olhos tão ilustres.
Os assuntos que discorre são por demais difíceis à compreensão, mas permaneço atenta, fitando belos segredos.
A prosa continua e ele vai se soltando cada vez mais. Um pouco depois percebo que ele passa a ter ciúmes dos que comigo tentam falar. A felicidade em invade e epnso pertencer a mesma raça do amor.

828

Dia

O relógio parou, imoral, agredindo e violentando a necessidade de um novo dia.
Peço outro sol, qualquer luz que traga delírio, gente nova, para habitar um mundo enredado por teias de aranha.
Um raio dourado, queimando a pele, ardendo nos couros, deixando um vermelho seguido por manchas.
A claridade chegando, chamando para a vida, jogando na cara a renovação.
Traiçoeiro dia, irônico que brinca com a ansiedade lançando promessas com ar descrente, falando com jeito de desmentido.

989

Lembrança

Guardo a saudade no fundo da goela. Lá coloco sentimentos como se fossem drágeas a serem engolidas. Procuro um copo d’água para desentalar a saudade.
Molhada a goela, sinto a saudade transformar-se em lembrança. O peito descansa de esperar por alguém que não tem paradeiro.
As lembranças são preciosidades que não fazem sofrer. Lindas molduras, de momentos vividos.
Agora viajo no tempo repassando as venturas que tive com o amor. Os rostos parecem sorrir, transcendendo as dúvidas que antes marcavam suas testas e expressões. Eles são lembranças, deixaram de ser saudades.
Observo mais atentamente e avisto o teu rosto na galeria das emoções. Ele tem agora um sorriso plácido, tranqüilo, de pessoa em paz, com a vida, este pedaço de energia que não possui tempo certo e viaja na memória dos contemporâneos de sua passagem.
Tua lembrança pertence à nobre seção do afeto e apraz contemplar figura que tanto ensinou e agora diz que devo procurar outro mestre.

928

Vingança

O tempo passou, minhas carnes estão secas e o rosto árido. Espero chuvas de sonhos para molhar a vida e fazer germinar esperança. Há séculos não vejo o sol. Não sei mais o que é brilho, a última vez que avistei o dourado, ele falava de amor e lançava olhares num tom de promessa. Tive medo, faltou coragem para apostar na luz e seguir o clarão. Hoje estou nas trevas e meus olhos adaptados ao breu. Os pés têm roteiros programados, não se aventuram além dos limites, do que é conhecido.
O negro ergueu muralhas e sitiou a vida que ainda resiste à escassez de amor.
Chuvas de granizo, quedas de meteoritos. Toda a natureza conspira, tramando uma vingança pela morte da ousadia.

951

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