Avelino de Sousa

Avelino de Sousa

1888–1959 · viveu 70 anos PT PT

Avelino de Sousa foi um poeta cuja obra se insere no panorama literário português. A sua poesia explora frequentemente temas universais através de uma linguagem cuidada e de uma sensibilidade apurada. O seu percurso literário contribuiu para a diversidade da expressão poética em língua portuguesa.

n. 1888-07-31, Angicos · m. 1959-04-02, Rio de Janeiro

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Queimadas

Sobre a planície rubra que arde qual paiol,
quanto o suão levanta do chão a palha seca,
a fornalha litúrgica e redonda do sol
esbraceja faúlhas, redemoinha, impreca.

Consome-se o restolho em estalos e sonidos
e a núvem de fumo sutrai-nos a lonjura;
as bocas inflamadas e os olhos incendidos
perdem-se secas, cegos, na héctica planura.

E após o apocalipse em escala diminuta,
quando tudo termina e o estrondear se cala,
resta a terra queimada, negra, rasa, bruta,
fundindo-se na sombra que desde o céu resvala.

Na planura sem fim que o acaso coroa
só uma aragem sopra, só o vento se inflama;
e eis que uma cigarra seu febril canto entoa:
remanescente luz ardendo sem ter chama.

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Biografia

Identificação e contexto básico

Nome completo: Avelino de Sousa. Nacionalidade: Portuguesa.

Infância e formação

Informação sobre a infância e formação de Avelino de Sousa não está amplamente documentada em fontes acessíveis.

Percurso literário

Avelino de Sousa dedicou-se à escrita poética, contribuindo com a sua obra para o panorama literário português. A sua atividade literária, embora talvez menos proeminente em termos de divulgação massiva, representa um segmento valioso da produção poética da sua época.

Obra, estilo e características literárias

Obra, estilo e características literárias A obra de Avelino de Sousa caracteriza-se por uma abordagem lírica e introspectiva. Os temas abordados tendem a ser universais, explorando sentimentos e reflexões sobre a condição humana. A sua linguagem poética é geralmente marcada pela elegância e pela busca de expressividade, com atenção ao ritmo e à musicalidade do verso.

Obra, estilo e características literárias

Contexto cultural e histórico Avelino de Sousa viveu num período de transformações sociais e culturais em Portugal, cujas reverberações podem ter influenciado a sua visão de mundo e a sua escrita. A sua inserção em círculos literários, se existiu, não é amplamente divulgada.

Obra, estilo e características literárias

Vida pessoal Detalhes sobre a vida pessoal de Avelino de Sousa, incluindo relações familiares, afetivas ou outras experiências de vida, não são facilmente acessíveis em fontes públicas.

Obra, estilo e características literárias

Reconhecimento e receção O reconhecimento e a receção da obra de Avelino de Sousa parecem ter sido mais restritos, possivelmente limitados a círculos literários específicos ou a publicações menos divulgadas. A sua obra pode ter tido maior impacto em nichos específicos da crítica ou entre leitores apreciadores de uma poesia mais intimista.

Obra, estilo e características literárias

Influências e legado As influências literárias de Avelino de Sousa não são claramente identificadas em fontes públicas. O seu legado reside na sua contribuição individual para a poesia em língua portuguesa, enriquecendo o espectro de vozes poéticas.

Obra, estilo e características literárias

Interpretação e análise crítica A interpretação da obra de Avelino de Sousa requer um acesso mais aprofundado aos seus textos, permitindo uma análise dos temas, estilo e possíveis significados filosóficos ou existenciais.

Obra, estilo e características literárias

Curiosidades e aspetos menos conhecidos A ausência de informações detalhadas sobre Avelino de Sousa sugere que muitos aspetos da sua vida e obra podem permanecer menos conhecidos do grande público.

Obra, estilo e características literárias

Morte e memória Informações sobre a data e circunstâncias da morte de Avelino de Sousa, bem como sobre publicações póstumas, não se encontram disponíveis em fontes gerais.

Poemas

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Queimadas

Sobre a planície rubra que arde qual paiol,
quanto o suão levanta do chão a palha seca,
a fornalha litúrgica e redonda do sol
esbraceja faúlhas, redemoinha, impreca.

Consome-se o restolho em estalos e sonidos
e a núvem de fumo sutrai-nos a lonjura;
as bocas inflamadas e os olhos incendidos
perdem-se secas, cegos, na héctica planura.

E após o apocalipse em escala diminuta,
quando tudo termina e o estrondear se cala,
resta a terra queimada, negra, rasa, bruta,
fundindo-se na sombra que desde o céu resvala.

Na planura sem fim que o acaso coroa
só uma aragem sopra, só o vento se inflama;
e eis que uma cigarra seu febril canto entoa:
remanescente luz ardendo sem ter chama.

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