Arruda Furtado

Arruda Furtado

1854–1878 · viveu 23 anos PT PT

Arruda Furtado é um poeta cuja obra se insere no contexto da poesia moderna portuguesa. Explorou temas como a efemeridade da vida, a melancolia e a busca por sentido, utilizando uma linguagem cuidada e imagética. A sua poesia é marcada por uma sensibilidade ímpar e por uma reflexão profunda sobre a condição humana, dialogando com a tradição literária ao mesmo tempo que abraça as inovações do seu tempo. A sua contribuição para a poesia em língua portuguesa é reconhecida pela sua originalidade e profundidade lírica.

n. 1854-09-17, Ponta Delgada · m. 1878-06-21, Fajã de Baixo

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Ao Miguel

Nas gênesis remotas sempre honradas,
No atavismo que bem em ti reponta,
Estão graças que foram dispensadas
A ti, pelo Senhor, graças sem conta.

Tais riquezas por ti aproveitadas
Tornaram-te melhor, em alta monta,
Sem vaidades (por ti bem desprezadas),
Suportando, humilde, toda afronta.

Quando celebras teus noventa anos,
Com toda tua família congregada,
Teus irmãos todos, igualmente ufanos,

Desejam-te na data consagrada,
De coração, augúrios dos mais lhanos
Sob as bênçãos da Mãe Imaculada.

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Poemas

1

Ao Miguel

Nas gênesis remotas sempre honradas,
No atavismo que bem em ti reponta,
Estão graças que foram dispensadas
A ti, pelo Senhor, graças sem conta.

Tais riquezas por ti aproveitadas
Tornaram-te melhor, em alta monta,
Sem vaidades (por ti bem desprezadas),
Suportando, humilde, toda afronta.

Quando celebras teus noventa anos,
Com toda tua família congregada,
Teus irmãos todos, igualmente ufanos,

Desejam-te na data consagrada,
De coração, augúrios dos mais lhanos
Sob as bênçãos da Mãe Imaculada.

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