Armindo Branco Mendes Cadaxa

Armindo Branco Mendes Cadaxa

1917–2011 · viveu 94 anos BR BR

Armindo Branco Mendes Cadaxa é um poeta angolano contemporâneo, cuja obra se destaca pela profundidade lírica e pela exploração de temas como a identidade, a memória e a relação entre o indivíduo e a sua terra natal. Com uma linguagem evocativa e sensorial, Cadaxa constrói pontes entre o passado e o presente, o pessoal e o coletivo, convidando à reflexão sobre as complexidades da experiência africana na contemporaneidade. A sua poesia é um convite à escuta da terra e à redescoberta das raízes.

n. 1917-01-01, São Paulo · m. 2011-01-01, Nova Friburgo

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Viajando

Para Antonio Miranda,
ao ler “Despertar das Águas”

Sol entre nuvens
Bom tempo para navegantes.

Vou pela areia
Chego ao laguinho
Esquecido no final da praia
Ao retirar-se a maré vazante.

Mesmo pisando de mansinho
Assusto peixelins
A preamar ansiosos aguardando.

Trato de não perturbar festins
Gaivotas, siris
Se banqueteando.

Cansado de vagar sobre os abismos
Embarco em uma nuvem
Refletida lá no fundo
Para uma viagem sideral
Impelido pelo vento.
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Poemas

1

Viajando

Para Antonio Miranda,
ao ler “Despertar das Águas”

Sol entre nuvens
Bom tempo para navegantes.

Vou pela areia
Chego ao laguinho
Esquecido no final da praia
Ao retirar-se a maré vazante.

Mesmo pisando de mansinho
Assusto peixelins
A preamar ansiosos aguardando.

Trato de não perturbar festins
Gaivotas, siris
Se banqueteando.

Cansado de vagar sobre os abismos
Embarco em uma nuvem
Refletida lá no fundo
Para uma viagem sideral
Impelido pelo vento.
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