Lista de Poemas
Epístola
Homens desnaturais, filhos ingratos
Ao leite que mamaram, desmandados
Despeitam nossa língua veneranda:
Querem deixá-la a rústica gentalha,
Ou qual velha entrevada aposentá-la
No hospital dos inválidos. Não falam
Já nossos moços português, só parlam
Ou línguas estrangeiras, que mal sabem,
Ou um dialecto informe, nunca ouvido,
De português e de francês meado.
Assim se educam no colégio os moços,
Assim se fala em público teatro,
Assim nos vêm de fora parolando
Mancebos viajantes, que aprenderam
Quatro termos da moda, vinte frases
De estrangeiro romance mal trazidas.
Se assim se desaforam, certo em breve
Acaba o luso idioma, nem mais podem
Entender-nos a nós, nem nós a eles.
Neste transtorno, em que isto vai, depressa
Ficará a mesquinha língua, outrora
Tão tratada em civil cortejo, e rica,
Ora pobre, e deserta e montesinha,
D'urzes e tojo e cardos abafada;
E cedo em seu lugar já só veremos
O fanado nasal francês reinando:
Que estranha servidão! se ainda agora
O cabeludo godo dominasse
Sobre o trono de Espanha, se inda agora
O feroz agareno nos pisasse
As frescas ribas do sagrado Tejo,
Fora menos desar tomar a língua
Dos fortes vencedores; porém sendo
Nós outros livres de nações estranhas,
Sendo senhores do solar nativo,
É mui grande sandice e desgoverno
Pagar a estranhas línguas alcavala.
Mas tu, com alguns poucos amadores
Das coisas pátrias, que já poucos vejo,
Que conheces melhor do que eu os dotes
Da lusitana língua veneranda,
Sua riqueza e majestade e brios,
E o jus que tem a se manter no trono,
Farás, com teu exemplo ilustre e claro,
Que ela seja mantida e respeitada
Nas doutas obras, que lá estás compondo.
Soneto
Vénus buscando a Amor andava um dia,
E a todos seus por ele procurava;
A mim me perguntou onde ele estava,
E eu lhe disse que em Lilia o acharia.
À Lilia corre, e vê que Amor dormia
Em seu mole regaço; vozes dava
Por que Amor acordasse; ele acordava,
Mas ria-se da mãe, e adormecia.
Por fim lhe torna: Mãe, não mais te canses,
Qu'eu já daqui não saio, ainda quando
Rogues, ou mandes, ou grilhões me lances.
Fica-te em paz, diz Vénus já voltando,
Nem tu tens melhor colo em que descanses,
Nem Lília maior bem que ter-te brando.
Ode Anacreôntica
Que está roubado;
Que os farpões, Nize,
Lhe tem furtado.
Em ira aceso,
Qual fero Marte
Te busca, ó Nize,
Por toda a parte.
Ah! tem jurado,
Que se te alcança,
Há de tomar
Crua vingança.
Mas tu não fujas,
De Amor não temas
Nem seta, ou dardo,
Ou vis algemas.
Se ele vier
Com fero ardor,
Põe-te risonha,
Ri-te de Amor.
Desses teus olhos
Com um só mover
O bravo Amor
Podes vencer.
Se contra ti
Os céus armar,
Dos deuses todos
Podes zombar.
Cum só volver
Dos olhos teus
Podes vencer
Amor e os céus.
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