António Patrício

António Patrício

1878–1930 · viveu 52 anos PT PT

António Patrício foi um poeta e professor universitário português, cuja obra se insere no contexto da poesia do século XX em Portugal. Sua poesia, embora com menor projeção midiática em comparação a alguns contemporâneos, é reconhecida pela sua profundidade reflexiva, pela exploração de temas existenciais e pela busca de uma linguagem depurada. Sua carreira acadêmica também marcou sua trajetória intelectual.

n. 1878-03-07, Porto · m. 1930-06-04, Macau

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De que me rio eu?

De que me rio eu?... Eu rio horas e horas
só para me esquecer, para me não sentir.
Eu rio a olhar o mar, as noites e as auroras;
passo a vida febril inquietantemente a rir.

Eu rio porque tenho medo, um terror vago
de me sentir a sós e de me interrogar;
rio pra não ouvir a voz do mar pressago
nem a das coisas mudas a chorar.

Rio pra não ouvir a voz que grita dentro de mim
o mistério de tudo o que me cerca
e a dor de não saber porque vivo assim.
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Poemas

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De que me rio eu?

De que me rio eu?... Eu rio horas e horas
só para me esquecer, para me não sentir.
Eu rio a olhar o mar, as noites e as auroras;
passo a vida febril inquietantemente a rir.

Eu rio porque tenho medo, um terror vago
de me sentir a sós e de me interrogar;
rio pra não ouvir a voz do mar pressago
nem a das coisas mudas a chorar.

Rio pra não ouvir a voz que grita dentro de mim
o mistério de tudo o que me cerca
e a dor de não saber porque vivo assim.
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Viver é ir morrendo a beijar a luz

Viver é ir morrendo a beijar a luz.
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É o poema de quem rasga os versos

É o poema de quem rasga os versos
porque os sentiu demais para os dizer
e os ouve nas ondas tão dispersos
como os sonhos que teve e viu morrer
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