Aníbal Nazaré

Aníbal Nazaré

1922–2003 · viveu 80 anos PT PT

Aníbal Nazaré foi um poeta português conhecido pela sua lírica introspectiva e melancólica. A sua obra explora temas como a passagem do tempo, a memória e a condição humana, frequentemente tingida de um pessimismo sereno. Nazaré destacou-se pela musicalidade dos seus versos e pela profundidade das suas reflexões, consolidando-se como uma voz singular na poesia portuguesa da sua geração.

n. 1922-12-06, Lisboa · m. 2003-01-08, Lisboa

3 559 Visualizações

Tudo isto é fado

Perguntaste-me outro dia
Se eu sabia o que era o fado
Eu disse que não sabia
Tu ficaste admirado
Sem saber o que dizia
Eu menti naquela hora
E disse que não sabia
Mas vou-te dizer agora

Almas vencidas
Noites perdidas
Sombras bizarras
Na mouraria
Canta um rufia
Choram guitarras
Amor ciúme
Cinzas e lume
Dor e pecado
Tudo isto existe
Tudo isto é triste
Tudo isto é fado

Se queres ser meu senhor
E teres-me sempre a teu lado
Não me fales só de amor
Fala-me também do fado
É canção que é meu castigo
Só basceu pra me perder
O fado é tudo o que eu digo
Mais o que eu não sei dizer

Ler poema completo
Biografia

Identificação e contexto básico

Aníbal Nazaré foi um poeta português. A sua obra poética é marcada por uma profunda melancolia e introspeção.

Infância e formação

Informações sobre a infância e formação de Aníbal Nazaré são escassas na literatura disponível.

Percurso literário

O percurso literário de Aníbal Nazaré é caracterizado por uma obra poética concentrada e de grande qualidade lírica. A sua escrita revela um aprofundamento dos temas da temporalidade, da memória e da fragilidade humana.

Obra, estilo e características literárias

Obra, estilo e características literárias A obra de Aníbal Nazaré assenta numa lírica introspectiva e melancólica. Os temas recorrentes incluem a passagem inexorável do tempo, a evocação da memória e a reflexão sobre a condição existencial humana, muitas vezes permeada por um pessimismo sereno. O poeta demonstrava um apurado sentido da musicalidade dos versos e uma notável profundidade nas suas considerações, o que lhe conferiu uma voz poética distinta na sua geração.

Obra, estilo e características literárias

Contexto cultural e histórico Aníbal Nazaré inseriu-se no panorama literário português, dialogando com as sensibilidades poéticas da sua época.

Obra, estilo e características literárias

Vida pessoal Detalhes específicos sobre a vida pessoal de Aníbal Nazaré não são amplamente divulgados.

Obra, estilo e características literárias

Reconhecimento e receção Apesar de não ser uma figura de grande projeção mediática, Aníbal Nazaré é reconhecido pela crítica pela qualidade e profundidade da sua poesia, sendo considerado um autor de valor singular.

Obra, estilo e características literárias

Influências e legado O legado de Aníbal Nazaré reside na sua capacidade de expressar a melancolia e a introspeção com grande rigor formal e sensibilidade lírica, influenciando poetas que buscam a profundidade existencial na sua obra.

Obra, estilo e características literárias

Interpretação e análise crítica A poesia de Aníbal Nazaré é frequentemente analisada sob a ótica da sua exploração da temporalidade e da efemeridade da existência.

Obra, estilo e características literárias

Curiosidades e aspetos menos conhecidos Aspetos menos conhecidos da sua vida e obra podem residir na sua discrição pessoal e no seu percurso literário mais intimista.

Obra, estilo e características literárias

Morte e memória Não há informações detalhadas disponíveis sobre as circunstâncias da morte ou publicações póstumas de Aníbal Nazaré.

Poemas

1

Tudo isto é fado

Perguntaste-me outro dia
Se eu sabia o que era o fado
Eu disse que não sabia
Tu ficaste admirado
Sem saber o que dizia
Eu menti naquela hora
E disse que não sabia
Mas vou-te dizer agora

Almas vencidas
Noites perdidas
Sombras bizarras
Na mouraria
Canta um rufia
Choram guitarras
Amor ciúme
Cinzas e lume
Dor e pecado
Tudo isto existe
Tudo isto é triste
Tudo isto é fado

Se queres ser meu senhor
E teres-me sempre a teu lado
Não me fales só de amor
Fala-me também do fado
É canção que é meu castigo
Só basceu pra me perder
O fado é tudo o que eu digo
Mais o que eu não sei dizer

1 546

Videos

50

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.