Américo Falcão

Américo Falcão

n. 1977 BR BR

Américo Falcão foi um poeta português, cuja obra se manifestou num período de transição e renovação literária. A sua poesia, marcada por um tom lírico e reflexivo, aborda temas universais como a fugacidade do tempo, a natureza e a busca por sentido. Através de uma linguagem cuidada e de uma sensibilidade aguçada, Américo Falcão deixou um registo poético que, embora talvez menos divulgado que o de outros contemporâneos, contribui para a riqueza da literatura em língua portuguesa.

n. 1977-06-08, São Paulo · m. , Nueva Delhi

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Náufragos

Eu, timoneiro audaz, parti, cantando,
Na galera de sonhos, pela vida.
O lindo e imenso mar atravessando...
Vento largo... bonança indefinida...

Do mar a superfície adormecida
Que o sol beijava rútilo, raiando,
Era uma veiga azul toda florida
De espuma leve em flóculos boiando.

Fazendo rumo ao porto da ventura,
Mostrou-se o céu de plúmbea face adunca
E a galera perdeu-se em noite escura...

Ai que momentos lúgubres, medonhos!
Nautas da crença, eu não me esqueço nunca,
Do naufrágio sinistro dos meus sonhos.

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Poemas

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Náufragos

Eu, timoneiro audaz, parti, cantando,
Na galera de sonhos, pela vida.
O lindo e imenso mar atravessando...
Vento largo... bonança indefinida...

Do mar a superfície adormecida
Que o sol beijava rútilo, raiando,
Era uma veiga azul toda florida
De espuma leve em flóculos boiando.

Fazendo rumo ao porto da ventura,
Mostrou-se o céu de plúmbea face adunca
E a galera perdeu-se em noite escura...

Ai que momentos lúgubres, medonhos!
Nautas da crença, eu não me esqueço nunca,
Do naufrágio sinistro dos meus sonhos.

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