Adelino Fontoura

Adelino Fontoura

1859–1884 · viveu 25 anos BR BR

Adelino Fontoura foi um poeta brasileiro que se destacou na segunda metade do século XIX, integrando a corrente do parnasianismo. Sua obra é marcada pela busca da perfeição formal, pelo rigor métrico e pela objetividade descritiva, temas como a beleza, a arte e a mitologia clássica frequentemente aparecem em seus versos. Fontoura buscou na poesia um refúgio para a expressão de sentimentos e ideias, valorizando a forma como um elemento essencial da expressão artística.

n. 1859-03-30, Axixá · m. 1884-05-02, Lisboa

5 195 Visualizações

Celeste

É tão divina a angélica aparência
E a graça que ilumina o rosto dela,
Que eu concebera o tipo da inocência
Nessa criança imaculada e bela.

Peregrina do céu, pálida estrela,
Exilada da etérea transparência,
Sua origem não pode ser aquela
Da nossa triste e mísera existência.

Tem a celeste e ingênua formosura
E a luminosa auréola sacrossanta
De uma visão do céu, cândida e pura.

E quando os olhos para o céu levanta,
Inundados de mística doçura,
Nem parece mulher — parece santa.

Ler poema completo

Poemas

1

Celeste

É tão divina a angélica aparência
E a graça que ilumina o rosto dela,
Que eu concebera o tipo da inocência
Nessa criança imaculada e bela.

Peregrina do céu, pálida estrela,
Exilada da etérea transparência,
Sua origem não pode ser aquela
Da nossa triste e mísera existência.

Tem a celeste e ingênua formosura
E a luminosa auréola sacrossanta
De uma visão do céu, cândida e pura.

E quando os olhos para o céu levanta,
Inundados de mística doçura,
Nem parece mulher — parece santa.

2 465

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.