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natalia nuno
pequena prosa poética... memórias de mim
pequena prosa poética
os meus olhos percorrem a pequena divisão até aos recantos da janela, ao lado a pequena mesa de pinho onde se corta o pão, nada disforma a imagem que tenho perante o olhar, apenas uma névoa ao recordar das silhuetas e dos rostos aqui presentes, vejo- as sentadas à lareira cada uma com sua tigela de migas com café na mão, são elas minha bisavó e minha avô paternas, esta cena tornou-se definitiva na minha memória apesar da névoa, o lume está fraco e minha avó o espevita, sua expressão como sempre lhe conheci é dum amargor que ainda hoje me pesa na lembrança, recordo cada um dos seus movimentos, cada uma das suas palavras, num misto de doçura e pena ao mesmo tempo, eram mulheres sós, mas regiam-se pela honra e pelo respeito, eram os dois valores essenciais na vida delas...às vezes havia silêncios grandes onde só se ouvia o crepitar da lenha, enquanto isso cá fora surpreendente a manhã de orvalho se estendia trazendo a mensagem dum dia frio mas solarengo... e as gentes da aldeia saturadas da chuva abordavam a vida duma forma mais alegre, as conversas eram mais vivas e as tarefas por cumprir menos pesadas. as personagens aos meus olhos são agora as mulheres a chegar ao rio com o alguidar à cabeça, com um olho cobiçando a pedra onde iriam lavar, na estrada circundante ao rio os carros de bois levando a azeitona ao lagar, e seria infantil negar que tudo isto, toda esta humildade faz parte de mim, enche meu ego, dá-me serenidade e até um pouco de conforto. gostaria de saber escrever tudo o que me ocorre claramente neste momento ao pensamento, descrever afectuosamente, mas a memória é como o vento no meio das árvores, depressa se dispersa, o presente é real e me afasta cada vez mais do passado, e não há como escapar a esta situação...recordar é pois uma grande emoção! as horas e os dias se seguirão, novas lembranças serão redescobertas por meus olhos, e eu obstinada e ávida sempre por mais lembranças, vivo o sonho que de tão vivo, eu que me julgava longe afinal estou aqui tão perto da hora de chegada... quando estou já de partida!
natalia nuno
rosafogo
os meus olhos percorrem a pequena divisão até aos recantos da janela, ao lado a pequena mesa de pinho onde se corta o pão, nada disforma a imagem que tenho perante o olhar, apenas uma névoa ao recordar das silhuetas e dos rostos aqui presentes, vejo- as sentadas à lareira cada uma com sua tigela de migas com café na mão, são elas minha bisavó e minha avô paternas, esta cena tornou-se definitiva na minha memória apesar da névoa, o lume está fraco e minha avó o espevita, sua expressão como sempre lhe conheci é dum amargor que ainda hoje me pesa na lembrança, recordo cada um dos seus movimentos, cada uma das suas palavras, num misto de doçura e pena ao mesmo tempo, eram mulheres sós, mas regiam-se pela honra e pelo respeito, eram os dois valores essenciais na vida delas...às vezes havia silêncios grandes onde só se ouvia o crepitar da lenha, enquanto isso cá fora surpreendente a manhã de orvalho se estendia trazendo a mensagem dum dia frio mas solarengo... e as gentes da aldeia saturadas da chuva abordavam a vida duma forma mais alegre, as conversas eram mais vivas e as tarefas por cumprir menos pesadas. as personagens aos meus olhos são agora as mulheres a chegar ao rio com o alguidar à cabeça, com um olho cobiçando a pedra onde iriam lavar, na estrada circundante ao rio os carros de bois levando a azeitona ao lagar, e seria infantil negar que tudo isto, toda esta humildade faz parte de mim, enche meu ego, dá-me serenidade e até um pouco de conforto. gostaria de saber escrever tudo o que me ocorre claramente neste momento ao pensamento, descrever afectuosamente, mas a memória é como o vento no meio das árvores, depressa se dispersa, o presente é real e me afasta cada vez mais do passado, e não há como escapar a esta situação...recordar é pois uma grande emoção! as horas e os dias se seguirão, novas lembranças serão redescobertas por meus olhos, e eu obstinada e ávida sempre por mais lembranças, vivo o sonho que de tão vivo, eu que me julgava longe afinal estou aqui tão perto da hora de chegada... quando estou já de partida!
natalia nuno
rosafogo
418
2
1
ania_lepp
Inquietude...
Meu verso inquieto,
em sonhos, a madrugada rondou,
por entre nuvens flutuou,
com as estrelas sussurrou,
se encantou...sonhou...
Meu verso inquieto voou,
por entre rios e montanhas bailou...
Milhas de distâncias rodopiou,
e então, chegou...
Tua janela adentrou,
tua face afagou
prá ti, baixinho, cantou,
teu sono velou...
Meu verso inquieto,
por fim, serenou...
(ania)
em sonhos, a madrugada rondou,
por entre nuvens flutuou,
com as estrelas sussurrou,
se encantou...sonhou...
Meu verso inquieto voou,
por entre rios e montanhas bailou...
Milhas de distâncias rodopiou,
e então, chegou...
Tua janela adentrou,
tua face afagou
prá ti, baixinho, cantou,
teu sono velou...
Meu verso inquieto,
por fim, serenou...
(ania)
866
2
ania_lepp
Retorno...(soneto)
Dias longos, longe de ti, dias infinitos
o vento constante eu seguia da sacada,
olhar ao longe, tristonha, acabrunhada
lembrando de dias passados, tão bonitos...
A noite descia como um sombrio, negro véu
parecia imensa, silenciosa em seu negror
a solidão, espuma sufocante em plangor,
perturbava e envolvia descendo dos céus...
A saudade angustiante cortava, feria
nada fazia sentido nem consolava,
nestes dias infindos, só a dor imperava...
Pelo término do exílio, aos céus pedia
E Deus, em sua infinita bondade, atendeu
me trazendo de volta para os beijos teus...
(ania)
(Ouvindo I will return - Andre Matos)
https://www.youtube.com/watch?v=kuQATAH7RKs
o vento constante eu seguia da sacada,
olhar ao longe, tristonha, acabrunhada
lembrando de dias passados, tão bonitos...
A noite descia como um sombrio, negro véu
parecia imensa, silenciosa em seu negror
a solidão, espuma sufocante em plangor,
perturbava e envolvia descendo dos céus...
A saudade angustiante cortava, feria
nada fazia sentido nem consolava,
nestes dias infindos, só a dor imperava...
Pelo término do exílio, aos céus pedia
E Deus, em sua infinita bondade, atendeu
me trazendo de volta para os beijos teus...
(ania)
(Ouvindo I will return - Andre Matos)
https://www.youtube.com/watch?v=kuQATAH7RKs
349
2
natalia nuno
escrevo o que sinto...
sem saber como
levo a vida esgotada
ainda agora era manhã
já é noite cerrada
passou o alvoroçer
já lá vai a madrugada
a tarde deixou de ser
fico nesta suavidade
fundo-me com a minha sombra
eternamente a saudade
no silêncio da alma
tudo acalma e serena
nesta estação amena
e o feitiço da lua
faz-me reencontrar a paz
escrevo o que sinto
e o coração se satisfaz.
na minha alma há musica
porque a esperança em mim germina
amanhã serei de novo menina...
natalia nuno
levo a vida esgotada
ainda agora era manhã
já é noite cerrada
passou o alvoroçer
já lá vai a madrugada
a tarde deixou de ser
fico nesta suavidade
fundo-me com a minha sombra
eternamente a saudade
no silêncio da alma
tudo acalma e serena
nesta estação amena
e o feitiço da lua
faz-me reencontrar a paz
escrevo o que sinto
e o coração se satisfaz.
na minha alma há musica
porque a esperança em mim germina
amanhã serei de novo menina...
natalia nuno
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2
natalia nuno
quero falar-te de amor...
quero falar-te de amor
da longa viagem amadurecida
aventurosa, fascinante,
generosa, pouco a pouco aprendida.
quero falar-te de amor
do sentimento que fecho à chave
neste fluir do tempo
que passa por nós como ave,
estamos de passagem
juntos na viagem.
.
às vezes o desanimo me angustia
é-me indiferente o tempo
e o caminho já percorrido
emudece o vento e logo,
amanhã é outro dia.
perdeu-se a embriaguês da primavera
somos viandantes perdidos
mas as lembranças ocorrem-me
à mente e o coração dilacera.
o espelho tornou-se impiedoso
lembra que o tempo passou
pensar que não, é utopia
do tempo ninguém escapou, mas
amanhã é outro dia.
quero falar-te de amor
da felicidade transbordante
sentida em nosso redor,
quando caminhamos lado a lado
com nosso olhar deslumbrado
a ver morrer o sol nas colinas.
quanta melancolia,
mas amanhã é outro dia.
ouço o eco das tuas palavras
não pronunciadas,
e é por essa linguagem
que não quebra o meu encanto
seguimos viagem
olhando as estrelas
ouvindo dos grilos o canto.
em harmonia...logo,
amanhã é outro dia.
nosso amor é um secreto jardim
de lembranças e emoções
sentidas, flores do passado,
se enredam em mim,
como as horas que passam devagar
na solidão das noites,
quando invento o teu afago
e me ponho a sonhar.
natalia nuno
293
2
1
natalia nuno
trovas... me atrevo ou não atrevo...
já o vento molda a areia
e o tempo a face do rosto
não sou bonita...nem feia!
madrugada ora sol-posto
ficou o tempo embaciado
novelo em emaranhamento
tal qual o amor cansado
no coração feito tormento
vou revisitar os lugares
e as aves ocultas no ramo
que lembram de m'amares
tanto quanto eu te amo...
vão-se as horas somando
e o papel onde eu escrevo
sempre para mim olhando
se me atrevo ou não atrevo
dei-me ao tempo sem exigir
que me deixasse ficar assim
deixou marcas pra me ferir
levou tanta coisa de mim
escrevo de dentro do coração
à folha vou-me revelando
pode até parecer que não
nela os olhos vão pingando.
natalia nuno
e o tempo a face do rosto
não sou bonita...nem feia!
madrugada ora sol-posto
ficou o tempo embaciado
novelo em emaranhamento
tal qual o amor cansado
no coração feito tormento
vou revisitar os lugares
e as aves ocultas no ramo
que lembram de m'amares
tanto quanto eu te amo...
vão-se as horas somando
e o papel onde eu escrevo
sempre para mim olhando
se me atrevo ou não atrevo
dei-me ao tempo sem exigir
que me deixasse ficar assim
deixou marcas pra me ferir
levou tanta coisa de mim
escrevo de dentro do coração
à folha vou-me revelando
pode até parecer que não
nela os olhos vão pingando.
natalia nuno
311
2
Luciana Souza
Oração de Portugal
Valha-me Deus
Para que eu possa
Transpor esse mar
E que não haja ondas enfurecidas
Pois deixo a raiva para trás
Que eu não sinta saudade
E como um ser que renasce
Que eu esteja vazio
Para me encher de novo
De tudo o que me couber
Que ao cruzar esse oceano
Que separa a tristeza de uma vida antiga
De toda alegria que virá
Possa eu sorrir todo dia
Ao lado daquele
Que sempre me soube amar
680
2
Moacir Luís Araldi
Ás vezes choro
é trágico andar
Sem mão segura
Desprotegido e atônito.
Inquestionável
Que somos sós
Em nossa rota de vida.
Nas quietudes
Para quem vai os silêncios?
Não duvido,
Nem tão pouco espero.
ás vezes choro...
Sem mão segura
Desprotegido e atônito.
Inquestionável
Que somos sós
Em nossa rota de vida.
Nas quietudes
Para quem vai os silêncios?
Não duvido,
Nem tão pouco espero.
ás vezes choro...
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1
12sa34mu56el
LORENA

SEU NOME É LORENA, CONHECI HOJE, 22 DE FEVEREIRO.
LOGO PENSEI, QUEM SABE NUM NASCE UMA AMIZADE.
ESTAVA TRISTE, SIM E NO MOMENTO CERTO ELA SURGIU.
SEU NOME É LORENA, NOSSA AMIZADE VALE A PENA, COM UMA SIMPLES COMÉDIA
NO SEU OLHAR ENCONTREI SINCERIDADE
NO SEU SORRISO ENCONTREI UM ESCONDERIJO
NO SEU PERFIL ACHEI A BELEZA
EM VOCÊ SIMPLESMENTE A GENTILEZA..
ME ALEGREI QUANDO ELA APERECEU
A TRISTEZA FUGIU PARA LONGE, NAS PROFUNDEZAS
DA SOLIDÃO..
UMA AMIZADE QUE EU SEMPRE QUIS
HOJE PUDE TER..
ETERNAMENTE TEREI VOCÊ NO MEU VIVER
QUAL PESSOA NUM GOSTARIA DESSA AMIZADE..
EXISTE AMIZADE DE CONFIANÇA E AMIZADE QUE NOS PERMANECE DISTANTE
MAS ESSA NOSSA AMIZADE VAI PERMANECER DENTRO DO NOSSO CORAÇÃO.
SEU NOME É #LORENA
263
2
natalia nuno
a vida é uma roseira...
A Vida é uma roseira,
Trepadeira
Com mais espinhos,
que carinhos.
Sobe por mim, se enrola ligeira
Mas das rosas já a sombra se apodera
Morre a pouco e pouco a roseira
Viu passar por ela a Primavera.
Assim fica sem sentido!
Plantá-la foi tempo perdido.
Mas para meu sofrimento minorar
Invento mil razões para cantar.
Faço muros onde me abrigo
E a roseira se esgueira
Mas já com ela não brigo
Trago-a sempre à minha beira.
É a vida uma roseira
trepadeira,
Já sem espanto nem desalento
Deixamos correr os dias
Já se adiantou o vento
levou nossas agonias.
Meus versos estão de partida
O coração não quero acordar
Vou mentir-lhe, que é longa a vida!
Ou dizer-lhe a verdade?!
Que ele não quer enxergar.
Mas só lhe resta saudade.
natalia nuno
rosafogo
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=130576 © Luso-Poemas
Trepadeira
Com mais espinhos,
que carinhos.
Sobe por mim, se enrola ligeira
Mas das rosas já a sombra se apodera
Morre a pouco e pouco a roseira
Viu passar por ela a Primavera.
Assim fica sem sentido!
Plantá-la foi tempo perdido.
Mas para meu sofrimento minorar
Invento mil razões para cantar.
Faço muros onde me abrigo
E a roseira se esgueira
Mas já com ela não brigo
Trago-a sempre à minha beira.
É a vida uma roseira
trepadeira,
Já sem espanto nem desalento
Deixamos correr os dias
Já se adiantou o vento
levou nossas agonias.
Meus versos estão de partida
O coração não quero acordar
Vou mentir-lhe, que é longa a vida!
Ou dizer-lhe a verdade?!
Que ele não quer enxergar.
Mas só lhe resta saudade.
natalia nuno
rosafogo
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476
2
natalia nuno
se o tempo por mim passou?!
Meu tempo está a chegar ao fim!
Nada trouxe, nada levo.
Passou o tempo por mim,
Neste fio da existência, já nem me atrevo,
A relembrar a que se perdeu numa miragem
Meus olhos já entraram em canseira,
Renegam ao espelho ver a imagem
Desta, que ainda é a verdadeira.
Vou-me deixando embalar em fantasias
Os vestígios do passado?!
São as memórias, dos meus dias.
Tudo vejo, ainda que de olhos fechados,
Habita na memória, a memória d'outra mulher
A outra que não voltarei a ver!
Deste destino, levo comigo escuridão
Pouca foi a claridade!
Quando morrer levo a ilusão
E presa a mim essa saudade.
Aguardo o vento do entardecer
Quero tudo no seu devido lugar
Das memórias vou querer
A luz, que dormitou, deixando meu rosto vincar.
A lembrança do tempo, mais antigo
Que não volta, eu sei!
Eu era vento que soprava, e agora digo:
Tudo era encanto, o amor sobrava
Nada era postiço, ser feliz era Lei!
As memórias são ruelas...
Baixo meus olhos , tudo se dissipou
Que faço agora com elas?
Se o tempo por mim passou?
rosafogo
natalia nuno
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=108557 © Luso-Poemas
Nada trouxe, nada levo.
Passou o tempo por mim,
Neste fio da existência, já nem me atrevo,
A relembrar a que se perdeu numa miragem
Meus olhos já entraram em canseira,
Renegam ao espelho ver a imagem
Desta, que ainda é a verdadeira.
Vou-me deixando embalar em fantasias
Os vestígios do passado?!
São as memórias, dos meus dias.
Tudo vejo, ainda que de olhos fechados,
Habita na memória, a memória d'outra mulher
A outra que não voltarei a ver!
Deste destino, levo comigo escuridão
Pouca foi a claridade!
Quando morrer levo a ilusão
E presa a mim essa saudade.
Aguardo o vento do entardecer
Quero tudo no seu devido lugar
Das memórias vou querer
A luz, que dormitou, deixando meu rosto vincar.
A lembrança do tempo, mais antigo
Que não volta, eu sei!
Eu era vento que soprava, e agora digo:
Tudo era encanto, o amor sobrava
Nada era postiço, ser feliz era Lei!
As memórias são ruelas...
Baixo meus olhos , tudo se dissipou
Que faço agora com elas?
Se o tempo por mim passou?
rosafogo
natalia nuno
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2
natalia nuno
um poema atrás do outro...
Reuni coragem
deixei de implorar, de chorar
não vou deixar de lutar
até ao fim
se a morte me aguardar
pois que aguarde...
Ter medo não faz mal
ter medo é tão natural,
o coração bate no peito
como pássaro preso numa gaiola
mas eu não peço esmola
hei-de morrer com dignidade
todos morremos mais cedo
ou mais tarde
essa é que é a verdade.
O entrechocar de ideias
me revigora
às vezes preciso duma oração
um poema atrás do outro
até chegar a hora.
Às vezes também me estremece a mão
quem sabe se este dia é o último?
Em remoinhos de vento
trago o pensamento
como uma tempestade
onde se precipita a saudade.
Seja até que Deus quiser
a vida é como o vento de nortada
com a força que me levará cansada
ofegante.
A morte... aproveitará o instante.
natalia nuno
deixei de implorar, de chorar
não vou deixar de lutar
até ao fim
se a morte me aguardar
pois que aguarde...
Ter medo não faz mal
ter medo é tão natural,
o coração bate no peito
como pássaro preso numa gaiola
mas eu não peço esmola
hei-de morrer com dignidade
todos morremos mais cedo
ou mais tarde
essa é que é a verdade.
O entrechocar de ideias
me revigora
às vezes preciso duma oração
um poema atrás do outro
até chegar a hora.
Às vezes também me estremece a mão
quem sabe se este dia é o último?
Em remoinhos de vento
trago o pensamento
como uma tempestade
onde se precipita a saudade.
Seja até que Deus quiser
a vida é como o vento de nortada
com a força que me levará cansada
ofegante.
A morte... aproveitará o instante.
natalia nuno
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2
natalia nuno
levo meu barco...
Em meu barco faço minha travessia
Sou capitã, não me deixo naufragar
Para as aventuras deste dia
Levo comigo quanto preciso e que hei-de amar.
Irei vasculhar todos os mares
Penetrar em àgua profunda
Abarcar em marés de luas e luares
E deixar ao longe a terra moribunda.
Sei de cor e salteado
Sou do Povo, dele venho!
Falo sempre assim e assado!?
Tenho a importância que tenho.
Melhor do que quem quer que seja
Sou bicho raro, sou ignorante?!
Pertenço ao Povo,sua voz em mim rumoreja.
Levo meu barco distante.
Não devo nada a ninguém!
Faz tempo, a pobreza enfrentei
Sigo sempre mais além,
Tempestades enfrentarei.
Deste barco não arrancarei pé
Sou marinheiro de fé.
Sou poeta desde a juventude
Bom poema não consegui escrever
Mas vou tentando amiúde
Quem sabe?!
No Céu quando morrer!?
rosafogo
natália
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=121009 © Luso-Poemas
Sou capitã, não me deixo naufragar
Para as aventuras deste dia
Levo comigo quanto preciso e que hei-de amar.
Irei vasculhar todos os mares
Penetrar em àgua profunda
Abarcar em marés de luas e luares
E deixar ao longe a terra moribunda.
Sei de cor e salteado
Sou do Povo, dele venho!
Falo sempre assim e assado!?
Tenho a importância que tenho.
Melhor do que quem quer que seja
Sou bicho raro, sou ignorante?!
Pertenço ao Povo,sua voz em mim rumoreja.
Levo meu barco distante.
Não devo nada a ninguém!
Faz tempo, a pobreza enfrentei
Sigo sempre mais além,
Tempestades enfrentarei.
Deste barco não arrancarei pé
Sou marinheiro de fé.
Sou poeta desde a juventude
Bom poema não consegui escrever
Mas vou tentando amiúde
Quem sabe?!
No Céu quando morrer!?
rosafogo
natália
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2
Alberto de Castro
SEM VOCÊ
Sem você as estrelas não brilham mais,
Sem você o sol ilumina com a escuridão,
Sem você as lágrimas tendem a cair,
Sem você o meu sorriso não existe mais,
Sem você as noites são infinitas,
Sem você o meu mundo para de girar,
Sem você eu não existo mais.
Sem você...
Sem você o sol ilumina com a escuridão,
Sem você as lágrimas tendem a cair,
Sem você o meu sorriso não existe mais,
Sem você as noites são infinitas,
Sem você o meu mundo para de girar,
Sem você eu não existo mais.
Sem você...
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2
natalia nuno
sonhos e pesadelos...memórias
Vejo a lua pairando sobre os telhados, ela que me espiava nas noites da infância, temos uma p'la outra um amor fraternal, ajudava-me a adormecer aconchegada nos cobertores de papa como se ainda habitasse o ventre materno, fazia-me esquecer as lamúrias e as rezas de minha avó, (e eu sem saber o que lhe tolhia a vontade de viver!), o tempo não aplacava a sua tristeza, o luto vinha-lhe de jovem, sem sequer nunca ter sabido se aquele por quem suspirava, teria ou não morrido, lá por terras brasileiras. Tudo já lhe era indiferente, sempre com o pensamento ligado à morte do marido ía exaurindo de mágoa e no recolhimento da noite, a recordação crescia...e eu ouvia e apercebia-me que havia algo no passado que permanecia constantemente no presente.
Do relógio da igreja caía o bater das horas, e do açude noite e dia sempre a mesma melodia da dança das águas sem se preocuparem se perturbavam o sono da gente, enquanto isso, eu pregava os olhos nas tábuas do tecto, ou olhava o Cristo pendurado na parede até adormecer.
O silêncio cada vez maior e apenas o grito agudo da coruja de quando em quando, parecendo a vida agoirar, e ali dentro das paredes grossas bem antigas da casa, os adultos consumidos pelo cansaço do dia a dia também já se tinham entregue ao labirinto dos sonhos, quiça "pesadelos", perante a vida irónica que não acrescentava nada de bom, já não valia a pena sonhar, só eu menina ainda sonhava. Como me é familiar ainda a velha casa, a avó protectora, o crepitar da lareira, e tudo me aflora à imaginação, tudo me baila diante dos olhos sem esmorecer.
natalia nuno
rosafogo
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=271830 © Luso-Poemas
Do relógio da igreja caía o bater das horas, e do açude noite e dia sempre a mesma melodia da dança das águas sem se preocuparem se perturbavam o sono da gente, enquanto isso, eu pregava os olhos nas tábuas do tecto, ou olhava o Cristo pendurado na parede até adormecer.
O silêncio cada vez maior e apenas o grito agudo da coruja de quando em quando, parecendo a vida agoirar, e ali dentro das paredes grossas bem antigas da casa, os adultos consumidos pelo cansaço do dia a dia também já se tinham entregue ao labirinto dos sonhos, quiça "pesadelos", perante a vida irónica que não acrescentava nada de bom, já não valia a pena sonhar, só eu menina ainda sonhava. Como me é familiar ainda a velha casa, a avó protectora, o crepitar da lareira, e tudo me aflora à imaginação, tudo me baila diante dos olhos sem esmorecer.
natalia nuno
rosafogo
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322
2
1
natalia nuno
de céu em céu...
A solidão percorre o meu peito
sombreado
Só um raio de sol na tarde fulgura
Meu coração é um vale desolado
Onde a tarde se fez tarde é noite escura.
Só o silêncio ficou...
E um aroma suave a madressilva
Com minhas lembranças doces estou
E a memória para lá do tempo
impulsiva.
Ouço gorgeios, parece choro!
Canticos belos em coro
Deixo-me alheia a tudo
Nas brumas do meu outono mudo.
Trago risos nos lábios fatigados
E lágrimas a turvar minha melancolia
Andam meus pensamentos agitados
Mas em sorriso ou pranto, sinto
uma doce harmonia.
O vento me afaga o rosto
Enquanto o sol me ignora
Chega a lua o sol é posto
No paraíso me sinto agora.
Levam-me meus passos de caminhante
Em sonhos de amor até à aurora
Corro atrás dum misterioso amante
Em dedos enlaçados caminho fora.
rosafogo
natalia nuno
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=196107 © Luso-Poemas
sombreado
Só um raio de sol na tarde fulgura
Meu coração é um vale desolado
Onde a tarde se fez tarde é noite escura.
Só o silêncio ficou...
E um aroma suave a madressilva
Com minhas lembranças doces estou
E a memória para lá do tempo
impulsiva.
Ouço gorgeios, parece choro!
Canticos belos em coro
Deixo-me alheia a tudo
Nas brumas do meu outono mudo.
Trago risos nos lábios fatigados
E lágrimas a turvar minha melancolia
Andam meus pensamentos agitados
Mas em sorriso ou pranto, sinto
uma doce harmonia.
O vento me afaga o rosto
Enquanto o sol me ignora
Chega a lua o sol é posto
No paraíso me sinto agora.
Levam-me meus passos de caminhante
Em sonhos de amor até à aurora
Corro atrás dum misterioso amante
Em dedos enlaçados caminho fora.
rosafogo
natalia nuno
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364
2
2
Carlos_Gildemar_Pontes
A QUEM INTERESSA UM POEMA?
Hoje fiz um poema triste
Sozinho
Talvez ninguém lerá
Estarão ocupados com o quê?
Um minuto bastou
Lembrei de poemas aos 13 anos
aos 15, aos 20, 30... agora... pouco!
A quem interessa um poema?
Hoje pensei na dor
no tempo,
estou no alto, contemplando...
de um lado, o passado,
do outro, este horizonte sem fim
sozinho, sozinho sem mim.
Sozinho
Talvez ninguém lerá
Estarão ocupados com o quê?
Um minuto bastou
Lembrei de poemas aos 13 anos
aos 15, aos 20, 30... agora... pouco!
A quem interessa um poema?
Hoje pensei na dor
no tempo,
estou no alto, contemplando...
de um lado, o passado,
do outro, este horizonte sem fim
sozinho, sozinho sem mim.
353
2
1
ania_lepp
Injusto deserto...
Nesse injusto deserto
onde não há flor, nem cor
meu pensamento transborda
e tudo me fala de ti...
Nesse injusto deserto
não há brisa, nem toque
nem reflorir dos sonhos
que já foram imensidão...
Nesse injusto deserto
nessas horas longas
queria adormecer a saudade
e voltar a sorrir...
(ania)
onde não há flor, nem cor
meu pensamento transborda
e tudo me fala de ti...
Nesse injusto deserto
não há brisa, nem toque
nem reflorir dos sonhos
que já foram imensidão...
Nesse injusto deserto
nessas horas longas
queria adormecer a saudade
e voltar a sorrir...
(ania)
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natalia nuno
pequena prosa poética....
Vejo a lua pairando sobre os telhados, ela que me espiava nas noites da infância, temos uma p'la outra um amor fraternal, ajudava-me a adormecer aconchegada nos cobertores de papa como se ainda habitasse o ventre materno, fazia-me esquecer as lamúrias e as rezas de minha avó, (e eu sem saber o que lhe tolhia a vontade de viver!), o tempo não aplacava a sua tristeza, o luto vinha-lhe de jovem, sem sequer nunca ter sabido se aquele por quem suspirava, teria ou não morrido, lá por terras brasileiras. Tudo já lhe era indiferente, sempre com o pensamento ligado à morte do marido ía exaurindo de mágoa e no recolhimento da noite, a recordação crescia...e eu ouvia e apercebia-me que havia algo no passado que permanecia constantemente no presente.
Do relógio da igreja caía o bater das horas, e do açude noite e dia sempre a mesma melodia da dança das águas sem se preocuparem se perturbavam o sono da gente, enquanto isso, eu pregava os olhos nas tábuas do tecto, ou olhava o Cristo pendurado na parede até adormecer.
O silêncio cada vez maior e apenas o grito agudo da coruja de quando em quando, parecendo a vida agoirar, e ali dentro das paredes grossas bem antigas da casa, os adultos consumidos pelo cansaço do dia a dia também já se tinham entregue ao labirinto dos sonhos, quiça "pesadelos", perante a vida irónica que não acrescentava nada de bom, já não valia a pena sonhar, só eu menina ainda sonhava. Como me é familiar ainda a velha casa, a avó protectora, o crepitar da lareira, e tudo me aflora à imaginação, tudo me baila diante dos olhos sem esmorecer.
natalia nuno
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=271830 © Luso-Poemas
Do relógio da igreja caía o bater das horas, e do açude noite e dia sempre a mesma melodia da dança das águas sem se preocuparem se perturbavam o sono da gente, enquanto isso, eu pregava os olhos nas tábuas do tecto, ou olhava o Cristo pendurado na parede até adormecer.
O silêncio cada vez maior e apenas o grito agudo da coruja de quando em quando, parecendo a vida agoirar, e ali dentro das paredes grossas bem antigas da casa, os adultos consumidos pelo cansaço do dia a dia também já se tinham entregue ao labirinto dos sonhos, quiça "pesadelos", perante a vida irónica que não acrescentava nada de bom, já não valia a pena sonhar, só eu menina ainda sonhava. Como me é familiar ainda a velha casa, a avó protectora, o crepitar da lareira, e tudo me aflora à imaginação, tudo me baila diante dos olhos sem esmorecer.
natalia nuno
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natalia nuno
0lho as minhas mãos....soneto
olho as minhas mãos, fiadas de rosas
e de memórias que pulsam no papel
efervescentes de segredos, tão nossas
laboriosas, trazendo-as à flor da pele
são m'nhas mãos estremecidas de amor
dois ramos debruçados sobre o muro
q' vestem meus versos de saudade e dor
sonhos... onde eu sempre me aventuro
mãos que tudo dizem de mim, as penas
e saudade que escrevem de madrugada
versos em pedaços, lembranças pequenas
fardo de lágrimas, sentida dor e saudade
mãos que de ilusão me trazem enganada
adivinhando nas linhas futura tempestade
natália nuno
e de memórias que pulsam no papel
efervescentes de segredos, tão nossas
laboriosas, trazendo-as à flor da pele
são m'nhas mãos estremecidas de amor
dois ramos debruçados sobre o muro
q' vestem meus versos de saudade e dor
sonhos... onde eu sempre me aventuro
mãos que tudo dizem de mim, as penas
e saudade que escrevem de madrugada
versos em pedaços, lembranças pequenas
fardo de lágrimas, sentida dor e saudade
mãos que de ilusão me trazem enganada
adivinhando nas linhas futura tempestade
natália nuno
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natalia nuno
tempestade em mim...
hoje meus gestos são lentos
as palavras sem falar
sou como árvore nua com os braços a chorar
de frio, neste silêncio... silêncio
e lá se foi minha alegria, bateu-me à porta a
melancolia...
como é difícil esta melancolia!
e de repente, uma saudade a bater na luz do poente
saudade, saudade que faz doer na gente!
afunda-se o sol no horizonte
meus pensamentos andam a monte
desliguei do tempo, meu rosto amareleceu
fruto da viagem que há tanto dura,
e meu espírito... esse também se perdeu
meus olhos d' água entupiram
e nem os sentidos sentem mais, se é que
algum dia sentiram...
hoje meus gestos são lentos
as palavras sem falar
tudo o que era meu por direito, ficou sem efeito,
desapareceu, sustem-se frágil meu corpo
como barco em tempestade
morrendo a pouco e pouco,
numa dor velada
o coração, lentamente batendo
e o pensamento, não querendo lembrar de mais nada.
num vôo cego sigo adiante,
por entre maduros trigueirais
nas ervas daninhas, deposito meus ais
despenho penas minhas,
que me habitam o pensamento...e esqueço, este meu
desvanecer lento...
natalia nuno
as palavras sem falar
sou como árvore nua com os braços a chorar
de frio, neste silêncio... silêncio
e lá se foi minha alegria, bateu-me à porta a
melancolia...
como é difícil esta melancolia!
e de repente, uma saudade a bater na luz do poente
saudade, saudade que faz doer na gente!
afunda-se o sol no horizonte
meus pensamentos andam a monte
desliguei do tempo, meu rosto amareleceu
fruto da viagem que há tanto dura,
e meu espírito... esse também se perdeu
meus olhos d' água entupiram
e nem os sentidos sentem mais, se é que
algum dia sentiram...
hoje meus gestos são lentos
as palavras sem falar
tudo o que era meu por direito, ficou sem efeito,
desapareceu, sustem-se frágil meu corpo
como barco em tempestade
morrendo a pouco e pouco,
numa dor velada
o coração, lentamente batendo
e o pensamento, não querendo lembrar de mais nada.
num vôo cego sigo adiante,
por entre maduros trigueirais
nas ervas daninhas, deposito meus ais
despenho penas minhas,
que me habitam o pensamento...e esqueço, este meu
desvanecer lento...
natalia nuno
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natalia nuno
tempo de poesia...
Chilreios abertos sobre a manhã...já cheira a Primavera, dispamos as tristezas das horas perdidas sem luz e deixemos entrar o sol vibrante em nossas vidas.
natalia nuno
natalia nuno
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alexandre montalvan
Versos do Ser

Versos do Ser
Ser apenas um espaço físico intransponível
sentimentos dizimados por adagas
estar perdido num caminho invisível
morrer em vida, ser uma luz que se apaga
Nem tudo parece ser tão difícil
mas a terrível dor... não quer ir embora
o meu caminhar parece um sacrifício
portas que se fecham incólumes, me apavoram
Abelhas perdem suas asas reluzentes
flores secam em todo o universo
o sol se ofusca em cada um dos seus poentes
e a m'alma esta impregnada neste verso
Versos escritos que navegam sobre as aguas
eles me fazem lembrar das minhas feridas
nestes sons que se desesperam em palavras
e se permeiam nestas letras mal lambidas.
Alexandre Montalvan
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natalia nuno
desfolho meus pensamentos...
O sol atinge o alto da ramaria
Espalha uma cor doce alilazada
Nem um movimento
Ou um sopro há!?
É só o passar de mais um dia.
Eu, meu pensamento,
e em mim a idade avançada.
Então já tanto se me dá!
Fico nesta eternidade
Aguardo da noite a obscuridade
Perco-me ao longe, a olhar
E chega a saudade.
Que vem a mim p'ra morar.
Logo meu coração
Se sente seguro e mais brando
Ele que aguentou mais uma estação
Recordando,tendo sonhos, ilusões
Lembrando do passado felizes ocasiões
Meu olhar de tristeza isento,
por momento,
tudo é encantamento
Mas a vida se desfazendo.
Os dias são já maiores
Passou o inverno lentamente
Na esperança de dias melhores
Quero contentar-me de contente.
Oiço os pássaros a recolher
Olho as arvores com novos rebentos
É mais um entardecer
Que prazer!
Desfolho meus pensamentos.
natalia nuno
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=126052 © Luso-Poemas
Espalha uma cor doce alilazada
Nem um movimento
Ou um sopro há!?
É só o passar de mais um dia.
Eu, meu pensamento,
e em mim a idade avançada.
Então já tanto se me dá!
Fico nesta eternidade
Aguardo da noite a obscuridade
Perco-me ao longe, a olhar
E chega a saudade.
Que vem a mim p'ra morar.
Logo meu coração
Se sente seguro e mais brando
Ele que aguentou mais uma estação
Recordando,tendo sonhos, ilusões
Lembrando do passado felizes ocasiões
Meu olhar de tristeza isento,
por momento,
tudo é encantamento
Mas a vida se desfazendo.
Os dias são já maiores
Passou o inverno lentamente
Na esperança de dias melhores
Quero contentar-me de contente.
Oiço os pássaros a recolher
Olho as arvores com novos rebentos
É mais um entardecer
Que prazer!
Desfolho meus pensamentos.
natalia nuno
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