Lista de Poemas
meu EU em belona
É, foram saudades
Ah! Saudade minha
desta persona fuinha
coberta de intriguidades
Este é meu regresso
sem antes regressar
minha busca sem sessar
É o meu vir adverso
Meu adeus, meu beijo
Meu findar, meu despejo
Meu Pseudo-ego em belona
E, em fim
É sempre asssim
O bom filho à casa torna
Ah! Saudade minha
desta persona fuinha
coberta de intriguidades
Este é meu regresso
sem antes regressar
minha busca sem sessar
É o meu vir adverso
Meu adeus, meu beijo
Meu findar, meu despejo
Meu Pseudo-ego em belona
E, em fim
É sempre asssim
O bom filho à casa torna
👁️ 269
Nós-t-Algia
Eu sentava,
pensava e escrevia
Imaginava,
traçava e descrevia.
Hoje tudo acabou
Foi bom enquanto durou
pensava e escrevia
Imaginava,
traçava e descrevia.
Hoje tudo acabou
Foi bom enquanto durou
👁️ 283
HERO-INA
Ah, que linda menina
que tudo predestina;
Seu tempo e sua sina
tal como ela vaticina
Brilhante e adamantina
Como o sol de Argentina
E as estrelas de China
É a paz para Palestina
Aí, minha linda bonina
De uma cor alizarina
Longe de lana-caprina
Não é bomba que vermina
É semente que germina
Para sempre é; HEROÍNA
que tudo predestina;
Seu tempo e sua sina
tal como ela vaticina
Brilhante e adamantina
Como o sol de Argentina
E as estrelas de China
É a paz para Palestina
Aí, minha linda bonina
De uma cor alizarina
Longe de lana-caprina
Não é bomba que vermina
É semente que germina
Para sempre é; HEROÍNA
👁️ 299
E Se Não Fosses MINHA?
Pois, se não fosses minha
roubaria-te numa bola de cristal
Jamais, deixar-te-ei sozinha
Estarei aqui, sempre, Sra. Amaral
Bem sei que, achar-te-ei
numa cartomancia
Nunca esquecer-te-ei
nem com amnesia
Se, por acaso, eu perder-te
Descubrirei a bússola
Para navegar seu coração
Ainda voltarei a ver-te
Pode parecer exdrúxula
Mas, terei a tua direção
roubaria-te numa bola de cristal
Jamais, deixar-te-ei sozinha
Estarei aqui, sempre, Sra. Amaral
Bem sei que, achar-te-ei
numa cartomancia
Nunca esquecer-te-ei
nem com amnesia
Se, por acaso, eu perder-te
Descubrirei a bússola
Para navegar seu coração
Ainda voltarei a ver-te
Pode parecer exdrúxula
Mas, terei a tua direção
👁️ 273
Poema de CATONE
Não serei um aspone;
bem sei labutar
Mesmo que agora estone
– O bem vai resultar
O mundo que me aprisione,
vou pelo "bem" lutar
Pôr a boca no trombone
para liberdade desfrutar
Dou-te a ti o microfone
deixa-me, o som escutar
da rima que faz-me matutar
O "Jazz" no meu saxofone,
Com a poesia de Catone
Faz-me bem, – é salutar.
👁️ 299
Escrito
É hoje que sotarei brados
Pois, dir-te-ei sem enganos
Quero-nos fieis namorados
Quero-te nos meus planos
Eu tão bem quero-te hoje
Ainda amanhã querer-te-ei
Nem que o coração poje
Para sempre te amarei
Pois, dir-te-ei sem enganos
Quero-nos fieis namorados
Quero-te nos meus planos
Eu tão bem quero-te hoje
Ainda amanhã querer-te-ei
Nem que o coração poje
Para sempre te amarei
👁️ 301
Amor e Ódio
Achando-se sabedor
De muito bom humor
Um ser admoestador
Assim clamava o amor:
Eis a condescendência
A tão grande simpleza
Eis a mãe da prudência
O senhorio da afouteza
Vendo o lindo episódio
Tornou-se furibundo
Exasperado e iracundo
Logo, proferiu o Ódio:
Enxerga-te! Ridiculez!
Não viva nesta agnosia
Liberta-te da teimosia
Repara a tua vaziez
E, com seu primor
Respondeu o Amor:
Então, diz-me quem es
Bem sei que não sabes
Eis o conhecimento à rés
Para que não te aldrabes
Es a extrema penúria
Opróbio para a natureza
A disnorme absurdeza
Desde a primeira sentúria
O Ódio ouvindo, gracejou
Pois, conjeturava deboche
Projetava extinguir, forcejou
Designando-o por fantoche
Nada es sem mim
Não passas de pilhérias
Meu pobre culumim
Anda, deixa-se de lérias
Sou eu a força melânia
Do mal afrouxando a luz
Olhe a vecalharia de truz
Sensatez que traz insânia
Eis o fidalgo da brejeirice
De um mundo amoral
Ascendência da chocarrice
Eis a degeneração moral
Amor ouvindo aquilo
Sentiu-se destroçado
Restitui-se tranquilo
Ordenando o seu recado:
Sem receio te digo
Para ti meu amigo
Já desde tenra idade
Está o Amor ao pódio
Como amigo da verdade
Digo eu, não existe ódio
— Não existe ódio, existem pessoas que amam fazer o mal.
👁️ 302
NUM VALE DE BREU
No vale da morte
Nada vale a sorte
Nem salvas-te com oração
Podes sim ser forte
E, ídem ter suporte
Podes ter um firme coração
Esticarás o pernil, darás a casca
Irás para o Acre ou seja, morrerás
Ouve o que diz o poeta
Podes bater a caçuleta
Tão cedo, por indolência
Nas incertezas, a morte é certa
Essa é a prova concreta
Esgotar-se-á a tua vivência
Esticarás o pernil, darás a casca
Irás para o Acre ou seja, morrerás
Nada vale a sorte
Nem salvas-te com oração
Podes sim ser forte
E, ídem ter suporte
Podes ter um firme coração
Esticarás o pernil, darás a casca
Irás para o Acre ou seja, morrerás
Ouve o que diz o poeta
Podes bater a caçuleta
Tão cedo, por indolência
Nas incertezas, a morte é certa
Essa é a prova concreta
Esgotar-se-á a tua vivência
Esticarás o pernil, darás a casca
Irás para o Acre ou seja, morrerás
👁️ 329
O Sacrílego
Aquele visto como exemplo
e que a muitos agrada
Vi-lhe a sair do templo
com uma "Bíblia Sagrada"
era um homem de bata
com uma vela acesa
tinha uma mão que mata
e outra mão que resa
Vergava-se diante a cruz
mas, a demo ía o seu zelo
Pois, não adorava a luz
Quis pôr-nos no seu elo
faltava só o som de truz
despertei-me do pesadelo
e que a muitos agrada
Vi-lhe a sair do templo
com uma "Bíblia Sagrada"
era um homem de bata
com uma vela acesa
tinha uma mão que mata
e outra mão que resa
Vergava-se diante a cruz
mas, a demo ía o seu zelo
Pois, não adorava a luz
Quis pôr-nos no seu elo
faltava só o som de truz
despertei-me do pesadelo
👁️ 291
VELHA
Minha geradora, generadora
Minha mãe, minha senhora
Ainda da minha utopia
arrancaste-me a quimera
Meu clarão na luz do "Dia"
minha deusa, minha Hemera
Minha protetora, projenitora
Minha mãe, Minha senhora
barafusta-me de fúria
não planha de depressão
A nossa casa fica incúria
quando não há nela sua mão
Minha geradora, generadora
Minha mãe, minha senhora
Minha mãe, minha senhora
Ainda da minha utopia
arrancaste-me a quimera
Meu clarão na luz do "Dia"
minha deusa, minha Hemera
Minha protetora, projenitora
Minha mãe, Minha senhora
barafusta-me de fúria
não planha de depressão
A nossa casa fica incúria
quando não há nela sua mão
Minha geradora, generadora
Minha mãe, minha senhora
👁️ 306
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Pan-africano, afrocrata, afrocentrista, ativista cívico, rapper, poeta e escritor eclético angolano, nascido em Luanda, no município da Samba aos 19 de Abril de 1994.