Lamento de Adão
rianribeiro
I
Por que não fizeste de mim ribeiros, nascentes de olhos sangrentos e vermelhos?
Por que fizeste de meu corpo cansaço, por que fizeste de mim o primeiro?
Por que não fizeste margens dos meus braços e barragens deste sangue corrompido e fraco? Por que fizeste de minha alma solidão, por que fizeste de mim fracasso?
II
Se me amavas, tão somente, então, por que roubaste as forças de minhas mãos, por que me condenastes ao temeroso inferno para apodrecer meu coração?
Se me amavas com amor tão terno, por que me destes ao sofrimento eterno, por que lanças-te-me o espírito aos aromas e delírios do inferno?
III
Por que fizeste Sodomoa dos meus filhos? Por que me amando, dizeste: és martírio? Por que me deste desejos que consomem, por que me deste a vida por vãos lírios?
Por que fizeste de mim tão miseravelmente homem, cego pobre e nu? Por que destes por alimento as feras o meu abdômen? Por que fui eu e não foi tu!
Por que não fizeste de mim ribeiros, nascentes de olhos sangrentos e vermelhos?
Por que fizeste de meu corpo cansaço, por que fizeste de mim o primeiro?
Por que não fizeste margens dos meus braços e barragens deste sangue corrompido e fraco? Por que fizeste de minha alma solidão, por que fizeste de mim fracasso?
II
Se me amavas, tão somente, então, por que roubaste as forças de minhas mãos, por que me condenastes ao temeroso inferno para apodrecer meu coração?
Se me amavas com amor tão terno, por que me destes ao sofrimento eterno, por que lanças-te-me o espírito aos aromas e delírios do inferno?
III
Por que fizeste Sodomoa dos meus filhos? Por que me amando, dizeste: és martírio? Por que me deste desejos que consomem, por que me deste a vida por vãos lírios?
Por que fizeste de mim tão miseravelmente homem, cego pobre e nu? Por que destes por alimento as feras o meu abdômen? Por que fui eu e não foi tu!
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