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natalia nuno
sigo em frente...
meu poema é feito de vida
do aroma do cravo e da rosa
da água do rio vagarosa
do perfume que me corre no peito
de promessas ao vento
com pedaços do pensamento
e meu sonho a ele sujeito.
da razão, tempo e vontade
bens que trago da idade
e sempre me surpreendem
prendo-me a esta verdade
sentimento que nasce
em mim e é Saudade.
desajeitada,
bato asas de contente
e sigo em frente...
natalia nuno
do aroma do cravo e da rosa
da água do rio vagarosa
do perfume que me corre no peito
de promessas ao vento
com pedaços do pensamento
e meu sonho a ele sujeito.
da razão, tempo e vontade
bens que trago da idade
e sempre me surpreendem
prendo-me a esta verdade
sentimento que nasce
em mim e é Saudade.
desajeitada,
bato asas de contente
e sigo em frente...
natalia nuno
354
2
1
Alberto de Castro
HOJE
Hoje estou sorrindo,
acho que é porque
o céu está tão lindo.
Hoje estou com energia,
acho que é porque
a natureza está em harmonia.
Aprenda a trocar o rancor pelo amor
e não mais sentir dor,
trocar a maldade pela verdade
e não mais sentir a iniquidade.
Hoje estou radiante,
acho que é porque
o sol está brilhante.
Hoje estou em sintonia,
acho que é porque
o mar está em calmaria.
Aprenda a trocar o rancor pelo amor
e não mais sentir dor,
trocar a maldade pela verdade
e não mais sentir a iniquidade.
acho que é porque
o céu está tão lindo.
Hoje estou com energia,
acho que é porque
a natureza está em harmonia.
Aprenda a trocar o rancor pelo amor
e não mais sentir dor,
trocar a maldade pela verdade
e não mais sentir a iniquidade.
Hoje estou radiante,
acho que é porque
o sol está brilhante.
Hoje estou em sintonia,
acho que é porque
o mar está em calmaria.
Aprenda a trocar o rancor pelo amor
e não mais sentir dor,
trocar a maldade pela verdade
e não mais sentir a iniquidade.
983
2
1
natalia nuno
sonhos que me navegam...
Sonho que sou menina
Não quero nunca despertar
Remonto à origem do meu caminhar.
Conquisto o azul celeste
As asas me dão coragem
Visto-me de penas, de alegre plumagem.
Ando perdida num mar de açucenas
Sei apenas...
No sonho sou menina
Perdida na neblina.
Meu sonho!
Me reconforta a esperança
que em ti ponho.
Salpica, saplica-me de alegria!
Não me fales de dissabor
Deixa um sussurro em Poesia
Tira do meu coração a nostalgia
Abre novas janelas ao amor.
Ajuda-me a dizer não
a todos os nãos
Sim á felicidade
Deixa-me agarrar com as mãos
Da vida a cumplicidade.
Porque a vida é um trino ardente
E eu ainda me sinto gente.
rosafogo
natalia nuno
Não quero nunca despertar
Remonto à origem do meu caminhar.
Conquisto o azul celeste
As asas me dão coragem
Visto-me de penas, de alegre plumagem.
Ando perdida num mar de açucenas
Sei apenas...
No sonho sou menina
Perdida na neblina.
Meu sonho!
Me reconforta a esperança
que em ti ponho.
Salpica, saplica-me de alegria!
Não me fales de dissabor
Deixa um sussurro em Poesia
Tira do meu coração a nostalgia
Abre novas janelas ao amor.
Ajuda-me a dizer não
a todos os nãos
Sim á felicidade
Deixa-me agarrar com as mãos
Da vida a cumplicidade.
Porque a vida é um trino ardente
E eu ainda me sinto gente.
rosafogo
natalia nuno
345
2
natalia nuno
do que fui sou a saudade...
Eu, sou aquilo que sou.
Que nem eu sei descrever bem!?
Só sei que a Vida passou.
Por mim com algum desdém!
Já não sou folha viçosa.
Sou lágrima dum adeus!
Mas já fui rosa, e que rosa!?
Apagaram-se olhos meus.
Sou então aquela que fui!?
Digo sem receio nem agravo
Sou como tudo o que rui.
Mas já fui livre que nem ave!
Fui labareda ao vento,
Fui chama que ateou...
Hoje só espero o momento
De perceber quem ainda sou!
Se calhar não sou ninguém?!
Ah! Do que fui sou a saudade!
Pois se houver por aí alguém?!
Me conte do que souber a verdade.
rosafogo
Que nem eu sei descrever bem!?
Só sei que a Vida passou.
Por mim com algum desdém!
Já não sou folha viçosa.
Sou lágrima dum adeus!
Mas já fui rosa, e que rosa!?
Apagaram-se olhos meus.
Sou então aquela que fui!?
Digo sem receio nem agravo
Sou como tudo o que rui.
Mas já fui livre que nem ave!
Fui labareda ao vento,
Fui chama que ateou...
Hoje só espero o momento
De perceber quem ainda sou!
Se calhar não sou ninguém?!
Ah! Do que fui sou a saudade!
Pois se houver por aí alguém?!
Me conte do que souber a verdade.
rosafogo
418
2
1
natalia nuno
só porque te olhei...
os sonhos são retalhos
os seios laranjas sob a blusa
no peito uma flor de organdi
já não se usa
eu sei,
pu-la só para ti,
meus olhos em espanto
só porque te olhei,
no olhar o ardor
lembrança que queima
quero ter-te amor
que a saudade teima
aconchega-te a mim
sem palavras
não preciso delas
meu corpo desabrigado
nas tuas mãos perdido
entrega-se a elas.
natalia nuno
os seios laranjas sob a blusa
no peito uma flor de organdi
já não se usa
eu sei,
pu-la só para ti,
meus olhos em espanto
só porque te olhei,
no olhar o ardor
lembrança que queima
quero ter-te amor
que a saudade teima
aconchega-te a mim
sem palavras
não preciso delas
meu corpo desabrigado
nas tuas mãos perdido
entrega-se a elas.
natalia nuno
364
2
1
16alkaspoetry
POETA
Poeta.
no tiene hogar fijo,
mujer fija,
ni familia...
Su casa és
en la calle,
su musa és
la luna..
Sus hijos son :
sus canciones,
sus versos... !
901
2
natalia nuno
quadras à saudade...
Minha saudade se cansou
De tanto me apoquentar
Com saudades dela estou.
Saudade...podes voltar!
A saudade disse-me adeus
E até a Vida já me voa!
Nestes versos que são meus?!
- De saudade canto à toa.
Por onde passo deixo aroma
Da saudade que anda no peito
Saudade com saudade é soma
- Desta saudade sem jeito.
- Já não encontro saída!
- Já toda eu me embaraço,
-Troca-me as voltas a Vida,
-E eu à Vida troco o passo.
- Mas se a saudade voltar!?
E me disser quem ainda sou?
O meu coração vai ter lugar
P'ra saudade q' o abandonou.
natalia nuno
De tanto me apoquentar
Com saudades dela estou.
Saudade...podes voltar!
A saudade disse-me adeus
E até a Vida já me voa!
Nestes versos que são meus?!
- De saudade canto à toa.
Por onde passo deixo aroma
Da saudade que anda no peito
Saudade com saudade é soma
- Desta saudade sem jeito.
- Já não encontro saída!
- Já toda eu me embaraço,
-Troca-me as voltas a Vida,
-E eu à Vida troco o passo.
- Mas se a saudade voltar!?
E me disser quem ainda sou?
O meu coração vai ter lugar
P'ra saudade q' o abandonou.
natalia nuno
582
2
1
annabarton
Lasso
Há um momento na Vida
Em que nos vemos por Inteiro
Nus, do peito à chama
E será possível descrever o indizível?
A lágrima na pele que se afrouxa
Renascemos da Natureza
Que nunca deixamos de Ser:
Uma Matéria de Ventre especular,
Instantâneo instante que jamais
Deixou de Gritar ---
é o Agora
Em que nos vemos por Inteiro
Nus, do peito à chama
E será possível descrever o indizível?
A lágrima na pele que se afrouxa
Renascemos da Natureza
Que nunca deixamos de Ser:
Uma Matéria de Ventre especular,
Instantâneo instante que jamais
Deixou de Gritar ---
é o Agora
335
2
natalia nuno
loucura...
mais um dia
sempre o mesmo
do começo ao fim,
ruidoso corrupio
sinto o desnorteio em mim
no sonho me refugio
deito um olhar derradeiro
ao rio e ao salgueiro
no vazio da madrugada
as aves livres no céu
cativo só o pensamento meu
apaixonadamente canto
ao romper da aurora
quando estou feliz
ou quando o coração chora
fantasio,
danço em campo de margaridas
me arrepio,
das rolas ouço o arrulhar
tornei-me louca
é nas lembranças que procuro
minha vida resgatar
natalia nuno
sempre o mesmo
do começo ao fim,
ruidoso corrupio
sinto o desnorteio em mim
no sonho me refugio
deito um olhar derradeiro
ao rio e ao salgueiro
no vazio da madrugada
as aves livres no céu
cativo só o pensamento meu
apaixonadamente canto
ao romper da aurora
quando estou feliz
ou quando o coração chora
fantasio,
danço em campo de margaridas
me arrepio,
das rolas ouço o arrulhar
tornei-me louca
é nas lembranças que procuro
minha vida resgatar
natalia nuno
370
2
natalia nuno
sentimentos à flor da pele...
trago o coração parado
nem o silêncio o consola
se amor não lhe fôr dado
não o pedirá por esmola
dói-me de tanta saudade
e desta vida agastada
se amor não é de verdade
imaginário...não é nada...
o coração vive fechado
num corredor de escuridão
a vida o traz agastado
e sofredor de paixão...
palavra vai... palavra vem
para ti com laivos de amor
para mim vens com desdém
mas não guardo rancor...
natalia nuno
nem o silêncio o consola
se amor não lhe fôr dado
não o pedirá por esmola
dói-me de tanta saudade
e desta vida agastada
se amor não é de verdade
imaginário...não é nada...
o coração vive fechado
num corredor de escuridão
a vida o traz agastado
e sofredor de paixão...
palavra vai... palavra vem
para ti com laivos de amor
para mim vens com desdém
mas não guardo rancor...
natalia nuno
329
2
natalia nuno
sinto tão próximo o longe...
Deixo-me imóvel nesta noite de Outono
Tudo lá fora emudece
Meu tempo desvanece.
O silêncio me causa fastio
abandono-me,
ao meu ouvido o sussurrar do rio
que me traz arranhadas memórias
que surgem por atalhos ressuscitando
a infãncia.
Tudo se vai diluindo
Como areia engolida pelo mar
No esquecimento partindo...
O impiedoso tempo se apressou a devorar.
Encho-me de inquietação,
entre o ser e o já não ser
E a noite é para mim conspiração,
na dúvida do chegar o amanhecer.
Sinto tão próximo o longe
aquele que fui e sei não sê-lo jamais
Por hoje?
Me dói por demais.
O céu está silencioso, estrelado
Nele ponho o olhar parado
Que foi feito da minhas ideias?
Algo para sempre mudou
Até o sangue que corre nas veias.
Estenderei uma ponte
Que me leve ao novo dia
Meu sonho será a fonte
Que amparará minha melancolia.
Nesta noite de Outono
na solidão dos astros me abandono.
rosafogo
natalia nuno
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=205901 © Luso-Poemas
Tudo lá fora emudece
Meu tempo desvanece.
O silêncio me causa fastio
abandono-me,
ao meu ouvido o sussurrar do rio
que me traz arranhadas memórias
que surgem por atalhos ressuscitando
a infãncia.
Tudo se vai diluindo
Como areia engolida pelo mar
No esquecimento partindo...
O impiedoso tempo se apressou a devorar.
Encho-me de inquietação,
entre o ser e o já não ser
E a noite é para mim conspiração,
na dúvida do chegar o amanhecer.
Sinto tão próximo o longe
aquele que fui e sei não sê-lo jamais
Por hoje?
Me dói por demais.
O céu está silencioso, estrelado
Nele ponho o olhar parado
Que foi feito da minhas ideias?
Algo para sempre mudou
Até o sangue que corre nas veias.
Estenderei uma ponte
Que me leve ao novo dia
Meu sonho será a fonte
Que amparará minha melancolia.
Nesta noite de Outono
na solidão dos astros me abandono.
rosafogo
natalia nuno
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=205901 © Luso-Poemas
335
2
1
natalia nuno
saudade bordada...
és sempre aquele sol que me falta
trazes de calor as mãos cheias,
és a minha saudade,
a vida que em mim ateias
meu mar, e eu tua sereia,
és meu sol feito poema,
hoje, és o meu tema!
«espanta-me o quanto ainda sou capaz»
de amar-te,
trago lembranças cingidas ao peito
e uma vontade louca de falar-te
com ingenuidade, assim deste meu jeito.
entrego-me a ti insaciada
num enlevo que sinto e não calo
nestes versos em que te falo
desta estranha força continuada
que me agita os sentidos
em noites sem fim...onde te falto e tu a mim.
natalia nuno
trazes de calor as mãos cheias,
és a minha saudade,
a vida que em mim ateias
meu mar, e eu tua sereia,
és meu sol feito poema,
hoje, és o meu tema!
«espanta-me o quanto ainda sou capaz»
de amar-te,
trago lembranças cingidas ao peito
e uma vontade louca de falar-te
com ingenuidade, assim deste meu jeito.
entrego-me a ti insaciada
num enlevo que sinto e não calo
nestes versos em que te falo
desta estranha força continuada
que me agita os sentidos
em noites sem fim...onde te falto e tu a mim.
natalia nuno
382
2
1
natalia nuno
linha a linha...
Perscruto as profundezas
do teu olhar
E meu coração muda de lugar
Sem que dê pela mudança,
esquece o tempo, julga-se imortal
Cresce nele a esperança,
É seu destino amar
Assim, é fatal.
Para as tristezas afogar
Vai ocultando a sua dor
Seu murmúrio tem o som do mar
Quem o escuta ouve a voz do amor.
Ouve-lhe os segredos
Sente-o perdido em nevoeiro baço
Escondendo os medos
A vida do avesso
Procura acertar o passo
Ai...como eu o conheço!
Mas deste mal eu padeço
Olhar teus olhos bem fundo
E achar que os não mereço?
Se acaba o chão e o mundo.
Resta-me ainda a lembrança
Neste peito nu é ventura
Quando choro me traz bonança
Passa a dor, torna clara a noite escura.
E neste meu viver singelo
Recordo com natural tristeza
Não quero esquecer o que foi belo
Deixo em palavras de singeleza.
E à vida que eu amo tanto
Tanta vez ela me afronta!
Lhe deixo este meu canto
Na esperança,
que a vida não me interrompa.
rosafogo
natalia nuno
do teu olhar
E meu coração muda de lugar
Sem que dê pela mudança,
esquece o tempo, julga-se imortal
Cresce nele a esperança,
É seu destino amar
Assim, é fatal.
Para as tristezas afogar
Vai ocultando a sua dor
Seu murmúrio tem o som do mar
Quem o escuta ouve a voz do amor.
Ouve-lhe os segredos
Sente-o perdido em nevoeiro baço
Escondendo os medos
A vida do avesso
Procura acertar o passo
Ai...como eu o conheço!
Mas deste mal eu padeço
Olhar teus olhos bem fundo
E achar que os não mereço?
Se acaba o chão e o mundo.
Resta-me ainda a lembrança
Neste peito nu é ventura
Quando choro me traz bonança
Passa a dor, torna clara a noite escura.
E neste meu viver singelo
Recordo com natural tristeza
Não quero esquecer o que foi belo
Deixo em palavras de singeleza.
E à vida que eu amo tanto
Tanta vez ela me afronta!
Lhe deixo este meu canto
Na esperança,
que a vida não me interrompa.
rosafogo
natalia nuno
421
2
natalia nuno
sem ti...
me abandono em ti
saio do meu casulo
és o espelho onde me deito
o porto onde eu acosto
contigo a vida regulo
sem ti,
eu morro...aposto!
cansei da palavra
a memória escura
trago fome de ternura.
natalia nuno
saio do meu casulo
és o espelho onde me deito
o porto onde eu acosto
contigo a vida regulo
sem ti,
eu morro...aposto!
cansei da palavra
a memória escura
trago fome de ternura.
natalia nuno
363
2
1
natalia nuno
passos...
Dou passos silenciosos!
Cumpro porventura o destino?!
Acham que enloqueci, desdenhosos,
No silêncio, mais um passo pequenino.
Quem pode deter o destino?
Cujas agruras só eu conheço?
A vida é curso de água pequenino
De águas límpidas onde aconteço.
Dou passos e vou esquecendo
Esqueço até os passos que dou
Deslembrada acabo não sabendo
O que fui, nem o que sou!
Já não vou puder parar
Meus passos, são pés de dança
Quero sentir, quero me encontrar
Cantar à vida e ter esperança.
rosafogo
natalia nuno
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=94000 © Luso-Poemas
Cumpro porventura o destino?!
Acham que enloqueci, desdenhosos,
No silêncio, mais um passo pequenino.
Quem pode deter o destino?
Cujas agruras só eu conheço?
A vida é curso de água pequenino
De águas límpidas onde aconteço.
Dou passos e vou esquecendo
Esqueço até os passos que dou
Deslembrada acabo não sabendo
O que fui, nem o que sou!
Já não vou puder parar
Meus passos, são pés de dança
Quero sentir, quero me encontrar
Cantar à vida e ter esperança.
rosafogo
natalia nuno
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=94000 © Luso-Poemas
310
2
1
natalia nuno
A VIDA É FOGO (Natalia Canais Nuno)
A VIDA É FOGO (Natalia Canais Nuno)
a vida é fogo, viagem que não se detém
arvorada em gritos d'alegria também d'dor
apertado nó que ninguém desata, porém
vertiginosa trepadeira, onde existe amor
a vida é um sopro de sonoras subtilezas
nela se desenlaçam lembranças vividas
águas adormecidas, são trinados, belezas
umas recentes, outras há muito nascidas
a vida é água agreste, pura e cintilante
corre arrebatada como a querer escapar-se
enfeitiçada vive e é só mais um instante
numa melodia constante até ao sossego
pronta a cumprir destino a despenhar-se
ali onde a morte à vida não mais tem apego
EM - ESTREMECIMENTOS DE ALMA - NATÁLIA CANAIS NUNO - EDIÇÕES VIEIRA DA SILVA
a vida é fogo, viagem que não se detém
arvorada em gritos d'alegria também d'dor
apertado nó que ninguém desata, porém
vertiginosa trepadeira, onde existe amor
a vida é um sopro de sonoras subtilezas
nela se desenlaçam lembranças vividas
águas adormecidas, são trinados, belezas
umas recentes, outras há muito nascidas
a vida é água agreste, pura e cintilante
corre arrebatada como a querer escapar-se
enfeitiçada vive e é só mais um instante
numa melodia constante até ao sossego
pronta a cumprir destino a despenhar-se
ali onde a morte à vida não mais tem apego
EM - ESTREMECIMENTOS DE ALMA - NATÁLIA CANAIS NUNO - EDIÇÕES VIEIRA DA SILVA
552
2
1
natalia nuno
trova...singela
venho subindo os degraus
subindo venho de pés nus
uns dias bons, outros maus
vou levando assim a... cruz.
natália nuno
subindo venho de pés nus
uns dias bons, outros maus
vou levando assim a... cruz.
natália nuno
325
2
Jorge Santos (namastibet)
Em pó mudo …

Poesia é estaleiro e transmissão de tanque,
Poesia é terra, transfiguração viva e guerra,
Poesia é Insurgência, Rebelião Fractura,
É um respirar que dura pra'lém do que
É vida. Essa inútil e retráctil face do que
Dizemos ficará da gente pra sempre,
Se matéria é processo e transformação,
Poesia é estaleiro, transfiguração e herança,
Dança e chaminé de paquete, pavilhão e
Estandarte, cavalo e galope, Juno e Júpiter,
Poesia é tudo quanto faz doer e dor não tem,
Nem sabe ou sente que provoca ao mundo
Sofrimento e desejo, solidão e demência q.b,
Poesia é tudo isto a que me dou de corpo inteiro,
A embalagem, a vasilha, a cela e as grades,
O fulano cuja realidade se incinera sem pena
Nem piedade, em pó mudo, peste e adubo ...
Joel Matos (11/2017)
http://joel-matos.blogspot.com
688
2
1
natalia nuno
estendo o olhar...
um murmúrio perdido que ninguém ouve ela traz da infância, quando habitava um lugar de luz, hoje sombra escurecida... é pássaro que dá bicadas no vazio e ninguém dá pela sua presença. sussurra palavras trémulas e distantes que ninguém ouve e são como enfaroladas nuvens prestes a derramarem num chão com rumor a agonia, e ao mesmo tempo é ainda juventude ou apenas memória numa confusa dualidade... pôs o sorriso no esquecimento, por desejo ou capricho escreve poemas acariciando as palavras que despertam na sua memória, o sonho é a chave do seu viver... o seu corpo é a languidez da tarde onde o Sol já dormita, astro que sempre a acompanhará no silêncio turvo dos versos, numa solidão crescente, até que um dia o pulsar acabe...e nada mais perturbe o seu silêncio, nem lhe negue os seus desejos...um agasalho a cobre, feito de livros e folhas de papel onde a aguarda sempre um poema que quer conquistar...
natalianuno
natalianuno
365
2
natalia nuno
por hoje...
Talvez me mortifique no vazio da espera, o sol hoje trouxe emoção a pequenas coisas, tocou o meu coração e eu toquei o horizonte azul dos sonhos, aos olhos voltaram pássaros de ternura, na mente o sussurro enfeitiçado da felicidade e nas mãos molhos de trevos avermelhados colhidos na aridez da alma onde brota sempre uma esperança...
natalia nuno
natalia nuno
350
2
1
Alberto de Castro
CAMALEÃO
Nosso amor é assim:
como um camaleão.
às vezes é verde,
outras vezes é vermelho;
às vezes é triste,
outras vezes é alegre;
às vezes é presente,
outras vezes é passado;
às vezes é tudo,
outras vezes não é nada.
Nosso amor é assim:
como um camaleão.
Mimetiza todas as cores:
fortes,
fracas,
reais,
surreais.
Nosso amor é assim:
como um camaleão,
de uma beleza sem fim...
como um camaleão.
às vezes é verde,
outras vezes é vermelho;
às vezes é triste,
outras vezes é alegre;
às vezes é presente,
outras vezes é passado;
às vezes é tudo,
outras vezes não é nada.
Nosso amor é assim:
como um camaleão.
Mimetiza todas as cores:
fortes,
fracas,
reais,
surreais.
Nosso amor é assim:
como um camaleão,
de uma beleza sem fim...
964
2
1
natalia nuno
restam as pedras que piso...
Dou meia dúzia de voltas
Tal qual como um pião
Pouso sobre o papel a mão
E as palavras me saem soltas.
Sobre a pressão dos meus dedos
Escrevo ora a medo, ora sem medos
Olho no céu as estrelas, mais de mil olho!
Mas não tenho ilusões!?
São minhas lágrimas guarnições
Com elas meu rosto molho.
- Fico neste meditar
Espicaço meus sentimentos
Coisas de ternura me vêem ao lembrar
Momentos...
Uns que foram como cristais
E outros partidos p'los vendavais.
Um dia e outro em fileira
Trazendo um tempo de obscuridade
E meu coração queira ou não queira!?
Deixa-me no aperto da saudade.
Mas não trago mágoa não?!
Desse tempo donde venho
Lembranças fantasmas são,
Do que tive e já não tenho.
Restam as pedras que piso
Pois se em mim já tudo desaba?!
Fico a pensar que já nada exijo
Mas até o nada se acaba.
natalia nuno
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=106362 © Luso-Poemas
Tal qual como um pião
Pouso sobre o papel a mão
E as palavras me saem soltas.
Sobre a pressão dos meus dedos
Escrevo ora a medo, ora sem medos
Olho no céu as estrelas, mais de mil olho!
Mas não tenho ilusões!?
São minhas lágrimas guarnições
Com elas meu rosto molho.
- Fico neste meditar
Espicaço meus sentimentos
Coisas de ternura me vêem ao lembrar
Momentos...
Uns que foram como cristais
E outros partidos p'los vendavais.
Um dia e outro em fileira
Trazendo um tempo de obscuridade
E meu coração queira ou não queira!?
Deixa-me no aperto da saudade.
Mas não trago mágoa não?!
Desse tempo donde venho
Lembranças fantasmas são,
Do que tive e já não tenho.
Restam as pedras que piso
Pois se em mim já tudo desaba?!
Fico a pensar que já nada exijo
Mas até o nada se acaba.
natalia nuno
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=106362 © Luso-Poemas
370
2
2
natalia nuno
a pingar nostalgia...
quando me encosto à solidão
ninguém me pergunte nada
que irei permanecer vazia
de memória esfarelada
com pedaços de noite e ideias cegas
de nostalgia
na mão a folha do poema pronta
a boca de palavras inundada
o poema treme de comoção
pronto a nascer
ninguém nos faça afronta
que somos caudal de rio
pronto a correr...
a pingar melancolia,
nasce o poema quando ainda a noite
se prepara para dar vida ao dia...
fantasias na minha imaginação
palavras agitadas irrompem da minha mão
e num só instante o tempo passa pelo tempo
e tudo me é indiferente
e a palavra fica doce e inocente
surge a lua na janela desaba no vidro baço
e nem eu lhe mostro o que faço, nem ela
se quer retirar, mostra-me o seu rosto lunar
duma beleza sombria, pouco a pouco
uma chuva macia e o choro do vento louco
a minha sombra tomba na escuridão
choro os dias que sonhei então
e o rosto já não é o meu
e na minha essência de lua sou estrela
sem fulgor que emudeceu...
natalia nuno
ninguém me pergunte nada
que irei permanecer vazia
de memória esfarelada
com pedaços de noite e ideias cegas
de nostalgia
na mão a folha do poema pronta
a boca de palavras inundada
o poema treme de comoção
pronto a nascer
ninguém nos faça afronta
que somos caudal de rio
pronto a correr...
a pingar melancolia,
nasce o poema quando ainda a noite
se prepara para dar vida ao dia...
fantasias na minha imaginação
palavras agitadas irrompem da minha mão
e num só instante o tempo passa pelo tempo
e tudo me é indiferente
e a palavra fica doce e inocente
surge a lua na janela desaba no vidro baço
e nem eu lhe mostro o que faço, nem ela
se quer retirar, mostra-me o seu rosto lunar
duma beleza sombria, pouco a pouco
uma chuva macia e o choro do vento louco
a minha sombra tomba na escuridão
choro os dias que sonhei então
e o rosto já não é o meu
e na minha essência de lua sou estrela
sem fulgor que emudeceu...
natalia nuno
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natalia nuno
solto a alma...
Sonhei que meu livro da memória
se fechava...
E o céu passava de azul a vermelho
e sangrava.
Os amores perfeitos e as violetas
continuavam no jardim,
E me procurava, mas nada sabia de mim.
Tudo é tão vago e tão breve
Saio do sonho à procura
Ansiando que me seja leve
O limite dessa brevidade.
O tempo já nada cura
E só me permite a saudade.
Não sei se foi de tarde ou era aurora
Ou de noite que sonhei em desatino
Mas lembro do sonho agora
Da certeza que é senhor do meu destino.
As violetas continuam no jardim
Os amores-perfeitos pulsam-me nas veias
Só não sei pra onde vou, e de onde vim?
Sonho utópico, envolto em teias.
natalia nuno
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=174558 © Luso-Poemas
se fechava...
E o céu passava de azul a vermelho
e sangrava.
Os amores perfeitos e as violetas
continuavam no jardim,
E me procurava, mas nada sabia de mim.
Tudo é tão vago e tão breve
Saio do sonho à procura
Ansiando que me seja leve
O limite dessa brevidade.
O tempo já nada cura
E só me permite a saudade.
Não sei se foi de tarde ou era aurora
Ou de noite que sonhei em desatino
Mas lembro do sonho agora
Da certeza que é senhor do meu destino.
As violetas continuam no jardim
Os amores-perfeitos pulsam-me nas veias
Só não sei pra onde vou, e de onde vim?
Sonho utópico, envolto em teias.
natalia nuno
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