Poems List
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Joice Macedo
Tieta
Es, em meu pensamento, Tieta
Escura como a noite, alegre, com sede de vida
Oh Tieta, é assim que irei te lembrar
Com um pelo preto, teu brilho destaca
És elogiada como o luar
Oh Tieta, eterno carinho tenho a guardar.
Naquela noite de fogos, você latia com sua voz rouca, com medo, queria em nosso colo estar
O medo era grande, com toda força queria voltar, pela tristeza da casa você acabou a se enforcar.
Oh Tieta, a saudade é grande, naquela virada do ano, você me fez chorar...
Cedric Constance
CIGARRO EM CIGARRO
Me encontro sozinho e recluso.
Queria eu, de novo me apaixonar,
Trazer vida a este coração confuso.
Eu preciso de um amor, urgente,
Para sentir que ainda estou vivo.
Curar esta solidão fria e latente,
Da qual, agora me encontro cativo.
O cigarro, meu amigo fiel,
Me acompanha na madrugada cruel.
Levando a fumaça no ar.
Minha cama encontra-se vazia,
Na espera de alguma companhia,
Que possa, minh' alma tocar.
- Cedric Constance
Trovador das Alterosas.
SONETO DA INTERAÇÃO.
CARINHO 01
És um poeta romântico,
és um amigo maravilhoso,
alegras e encantas a todos
com seus versos que brotam
de um coração magestoso.
Jamais caberia em meu peito,
desprazer com você, mestre,
fazes a vida virar céu
com esta sua magnitude.
Recebeste de Deus,
o poder e devoção,
és como a natureza e flores
quando cantas tuas canções.
És como um pomar de frutos,
um rio de águas cristalinas
táalma é bela, por sentimentos.
Te respeito como um irmão,
o que vem de ti, é como cascatas
de águas claras e delicadas,
és um poeta "menino".
07.05.218
Meu Amigo Do Coração
VALDOMIRO...
TROVADOR DAS ALTEROSAS.
Dedico A Ti, Esta Humilde Pagina.
UM ABRAÇO DE CARINHO,
VOCÊ MORA NESTE CORAÇÃO MEU.
CARINHO 02
Um poeta romântico amoroso eu sou sim,
Eu me confesso e curioso lhe pergunto...
Como não ser romântico, quando encontrei
a musa tão completa, tão humana, gentil,
e amiga? Uma mulher menina maravilhosa,
Que se doa aos amigos sem pensar em si,
que ensina os valores de toda sua sapiência
acumulados na vida de luta pelo bem, que
conhece o mundo e como poetisa soube
como voar nas nuvens do céu de poesia e
encantar amores e ser amada como musa
e cantada como deusa de paz, poesia e amor.
você é o verso que faltava para completar
o meu poema e falar de você como uma
obra de arte criada pelo mais nobre dos
poetas "Deus"., que a criou e me deu como um
presente neste final de vida. Obrigado por
me deixar conhecê-la e ter entrado na minha vida
Num momento que precisava de um balsamo que
Aliviasse minhas incertezas, devolvendo minha fé
nas pessoas e na vida.
Minha doce amiga que conquistou
um lugar no meu coração e vai estar
sempre ligada ao meu carinho e bem
querer. Um abraço e obrigado por existir.
SONETO DA INTERAÇÃO
Interação de um texto é segredo
Autoria:
Trovador das Alterosas.
Antonio Aury
Amor
Ensinamento que guardo de todas as pessoas que tive contato na vida!
Daquele que comigo habitou o útero da mamãe durante toda uma gestação!
Da parteira Dona Diva a minha primeira madrinha e sinônimo de oração!
Da minha professora primeira: Elma-tão sábia, tão bela e tão querida!
Lembrança de fatos e ensinamentos passados com esmero e muito amor!
Que carregarei até o último dia da minha passagem pela vida terrena!
São lembranças ou um conjunto de cores que ao meu coração impregnou!
São as cores do sangue que corre em minhas artérias e minhas veias!
Mesmo quando era um pingo de gente, aprendí com toda a minha gente!
Que quem é gente, tem amor por gente, não se alegra com desgraças alheias!
Aury 09 de Abril de 2018!
natalia nuno
basta saber-me viva...
Nela se solta o Amor e a Amizade
Branca, como o branco desta folha intocada
Nela um pássaro vai chilreando saudade.
Hoje lhe abri as portas
E a felicidade andou pertinho
E as lembranças já mortas?!
Fui deixando p'lo caminho.
Mas na verdade me doeu
E na garganta um nó ficou
Nas lembranças,também habitava eu
Se por lá fiquei, agora quem sou?
Apago-me como flor sem sol, tanta vida lá atrás
Já pouca coisa resta, o silêncio sobre mim se deita
Nesta descida entre a saudade e o frio, tanto faz!
Mastigo incertezas, já que a Vida não é perfeita.
Deixo-me a pensar com meus botões
Enquanto cai uma chuva enfadonha
Basta saber-me viva de ilusões
Minha alma malferida, ainda assim,sonha
Insistem os chilreios em meu coração
E há largueza por onde entra a claridade
Mas quando já não restar emoção?!
Serei como raiz sem apego, sem lugar
Morrerei de saudade...
Levada p'lo tempo, deixando-me por ele apanhar.
natalia nuno
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=136740 © Luso-Poemas
natalia nuno
doce tempero...
pão nosso de cada dia
que a mãe coze no forno
com esmero...
porque tudo se perdeu,
menos a hora de saciar
a fome na saudade.
hora que funde nas entranhas
saudades tamanhas,
realidade perdida
doutro tempo
doutro espaço
que ainda respiro, que ainda abraço
respiro o cheiro da terra
ouço as vozes nas ruas desertas
olho a mesma lua crescente
o mesmo sol ardente
as janelas abertas
a mesma sombra no chão deitada
a menina desajeitada
o mesmo chão fecundo
e ali é o meu mundo.
fecho a porta à chave
à saudade
e parto num vôo de ave
sonho...sonho... invento a fantasia
esqueço as rugas que me sulcam
o rosto...e,
enfrento mais um dia,
caminhos onde me cruzo
com a realidade.
natalia nuno
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=245936 © Luso-Poemas
PÉRICLES ALVES DE OLIVEIRA - THOR MENKENT
EMBAÇADO
de minha partida iminente,
ou de meus desejos
imanentes,
ou ainda
de algum sonho que pudesse
ter realmente,
a quem não me
conhece senão pelo seu envesgalhado
modo de ver,
a quem não me
crê pela egolatria, ego e libidinosidades
silentes que carrega escondidos
ao cerne,
a quem me é só
frio, silêncio e cismo?
Jorge Santos (namastibet)
(Vive la France)

Que m'importa a idéia sem o Dólmen ...
Que m'importa o Dólmen sem a aldeia,
Viriato sem o entusiamo e um coração
D'Vate duma nação que nunca foi triste,
Não sei que pense ou se me entristeça,
Ser feliz é desejar sê-lo e a idéia é a ultima
Que morre, não o homem nem a justiça,
À ilusão se chamará esperança, o Homem
Não significa nada sem a voz humana,
Nem Roma se escreve como o nome de Creta,
César sem crença seria Roma sem o recinto,
Viriato sem o entusiamo d'uma nação ou Tito
Sem "Partisans", não teria unido a Jugoslávia,
Poder comparar é um mito, a Torre de Babel
Um pensamento, o novo testamento apenas
Um livro mal escrito se não houver convicção,
Que importa a mim a idéia sem o Homem novo,
Um Dólmen sem povo - o Asterix e o Druída -
Cristo sem Césares não teria nome, seria brisa
Eu talvez nem seja paisagem, mas sou aquele
Que se inquieta e mistura o pau com a bandeira
Na alma pra construír uma idéia da lava
Menos calma, a partir da aldeia em chamas,
Que m'importa o Dólmen, (Vive la France)
Morra a indiferença, (Morra o Dantas, Pim ...)
Pam-Pum ...
Jorge Santos (04/2018)
http://namastibetpoems.blogspot.com
natalia nuno
perto da foz...
instante, hoje estou entre a luz e o chão
meu andar é hesitante
e a dureza do tempo varreu meu coração
como uma tempestade, agora é nele
rainha a saudade...
minha memória esconde recordações
como grilos que se escondem nas moitas
p'lo verão,
e, no meu coração
as saudades daqueles tempos primeiros,
meus sonhos besouros nos olhos verdes
dos salgueiros...
tudo me lembra a menina em mim cativa
sempre a minha mão escrevendo a afaga
quero-a sempre em mim viva
por mais saudade que me traga
queira ou não queira, quero-lhe demais
a saudade dela se funde em mim
é ela que escuta meus ais
é nela que me vejo nesta aventura
a chegar ao fim
faço o balanço e rememoro
nas horas lentas, mas que se esquivam
vivo, faço e desfaço, mas já não choro,
é inverno a estação a que me abeiro
deixei meus olhos no outono
para trás ficou um sonho inteiro.
corre a tarde a meu lado
a nostalgia habita o meu peito
tudo o tempo tem gerado, tudo me tem dado
mas nem tudo foi bom, nem perfeito.
olho para o dia que vai a meio
a solidão empresta-me um pouco de liberdade
não a temo, não lhe tenho medo
traz-me um gosto doce a saudade.
natalia nuno
https://nataliacanais.blogspot.pt/
natalia nuno
sou tudo e nada...
Agora falo de esperança, de saudade.
Da fé, do desalento, da ingenuidade.
Falo até da falta dos abraços!
Mais velha que o tempo, me sinto.
Às vezes sou tudo,
Outras vezes sou nada.
Sou assim e não mudo.
É o que sinto e não minto.
Sou aquilo que a Vida quiz
Agora me deixa abandonada.
É ela que sempre me diz:
"Tu, tu é que estás desmemoriada"
Não lembras os primeiros amores?
Nem das lágrimas que te sequei?
De te pôr sorrisos como flores!
Ah! E tudo quanto te ensinei?!
Tolerância, aceitação,
Lealdade...
Hoje?! Tens um coração!
Onde até cabe a saudade.
Desapontada, de responder incapaz
L ê-me nos olhos, que agora só quero
Paz!
Poder dizer que recordar
É o melhor que se possui
E no tempo de Amar!?
Que louca fui!
Agora já só posso partir
Levar comigo
O sonho na curva da estrada
E morrer
Numa tarde de chuviscos salpicada.
natalia nuno
rosafogo
2009
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=112927 © Luso-Poemas
Cedric Constance
CIÚMES
Pensando onde você estará.
De saudade eu já estou cheio,
Sei que tú não mais voltará.
Da janela vejo as ruas,
Tão vazias e silenciosas.
E lá fora brilha a lua,
Tão triste e majestosa.
O ciume me enlouquece,
Será que beija outra pessoa?
Sofrer assim, ninguém merece,
E conviver com esta mágoa.
Outro alguém deve estar te tocando,
E sentindo o seu calor agora.
Talvez estejam te abraçando,
E meu coração, por ti chora.
Ainda chamo o seu nome,
Pois não consigo aceitar.
Então disco o seu telefone,
Não é justo outro amor, te amar.
- Cedric Constance
16alkaspoetry
CIDADE EM PRIMAVERA
A primavera
chegou à cidade
com sua face lavada,
com sua roupa florada
e seu coração de criança...
Agora na cidade primaverada,
se cheira os ares do campo.
Na cidade agora quem mandam
são as borboletas airosas,
visitando todas casas
.propondo suavidade...
e os cantares dos passarinhos
se escutam nos quatro cantos
em corais alvissareiros
brotando felicidade...!
alkas poetry
Jorge Santos (namastibet)
Sou pasto de fogo fácil

Sou pasto de fogo fácil e melancolia dessa
Que passa depressa mas acho que sou,
Provavelmente o mais alegre dos homens à Face
Do mundo, não sou um optimista,
Espero que o fogo por mim se propague
Sem que eu o atice, nem protagonista sou
E não conto com a chuva pra que se
Extinga um fogo, um pessimista é alguém
Que não confia na ajuda divina,
Penso que provavelmente faço da
Melhor poesia do mundo na língua que me Deram
A entender e me cumpre engrandecer,
Assim me ajudem os deuses.
Pode ser poesia outra coisa senão
Sensações sensíveis, emoções emocionais,
Intimidades intimas, experiências
N/experimentadas, temperamentos n/
Temperados, frases inesperadas,
Manifestação de descontentes,
Pensamentos como de quem pensa
Valer a pena sem deveras valer,
Sentir arder, sofrer, sangrar sem nada disso
Ter, seja alegrar o doer, depressa o devagar,
Lento dentro dentro dentro ...
Pode ser poesia o luar,
A ciência dos astros, também pode ser
Um eucalipto a arder e o verão no verão;
Dizer é peculiar, Deus é deus,
Pode ser poesia o luar acrescido
E o prazer que tud'isto me dá,
Que outro não há na terra,
Tão imortal como este,
Sem ser dos Deuses e o meu
Mar, pode ser a poesia,
Outra coisa senão sensação
Emocional, manifestação
Do pensamento ou fenómeno externo,
Extremo e inteiro ...
Jorge Santos (05/2018)
http://namastibetpoems.blogspot.com
natalia nuno
tanta coisa para te dizer...
que seríamos sem as lembranças?
agora esta solidão sem par
esta luz que me cega
esta realidade a buscar-me
este tempo que me pega
tanta coisa pra te dizer
se te sentasses aqui por perto
falar-te deste frio onde me aquieto
do meu rosto que se apaga
morro-me na lentidão,
o tempo tudo leva e então
nada de bom há que traga.
tanta coisa pra te dizer
mas vou só falar-te de amor
aquele que resiste à sombra do tempo
aquele que é amor desmesurado
em mim
que levo no coração até ao fim
cantá-lo numa estrofe desolada
ou num canto novo
que apague a tristeza
e ter a certeza
ue sou ainda tua amada.
natalia nuno
rubenpais
Poema em Branco
Flutuam sorrateiros no calendário,
esses dias brancos como o algodão amargo,
brancos como o sal e com um travo salino, também.
São como um coágulo na artéria da vida,
sim!, um fio de algodão coagulado em novelo
na manta quase confortável que nos envolve,
um pouco quente de mais e áspera no pescoço, esta manta da vida.
AH, TIREM-ME ESTA COMICHÃO!
Quem nunca teve esta sensação de comichão incontrolável
que parece escapulir-se por todas as frinchas do corpo,
escondendo-se até quase a esquecermos e, quando a olvidamos,
lá está ela altiva, arrogante, presunçosa.
Aquela comichão incontrolável que parece vir de um certo foco,
mas quando coçamos nesse ponto percebemos
que não era ali a origem
e temos de coçar o corpo todo até perceber
de onde vem aquela cócega, e há ainda
uma unha mal limada que insiste em dilacerar a carne
e raspa, coça, coça, raspa, coça, coça, coça
e a carne é já carne-viva
e a pele é comichão-vida.
Dizem-me os meus avós e os meus tios que não se deve coçar,
mas há dias tão comichosos e salgados
que eu, como um bacalhau estendido,
fico o mais parado e rígido possível.
Assim, a comichão não se sente, mas
basta um pequeno gesto ou movimento,
basta ouvir o zumbido de uma pequena abelha,
basta ver um pássaro voando alto no ar
- um condor, ou um com comichão -
para a MALDITA SENSAÇÃO RETORNAR.
Tivesse eu sempre quem me coçasse as costas gentilmente,
com unhas de seda maravilhosamente aparadas e polidas
e bem-cheirosas e sensuais...
Quem sabe, até onde me coçariam?
Até onde se atreveriam a chegar?
E valerá a pena o risco?
Há gente com unhas tão mal-tratadas.
Unhas podres, acabadas e bolorentas.
Unhas feitas de velcro, da parte mais rija,
aquela onde colamos a parte fofa.
E, mesmo que as unhas sejam suaves,
se eu tiver no comichão no rabo
quem é que ma vai coçar?
O melhor mesmo é deixar passar os dias brancos, lentos...
Talvez um dia me atreva a pegar numa caneta
e a esboçar a preto um rabisco, ou umas palavras,
neste dia branco, folha de papel.
Talvez esse dia seja hoje.
Aqui me quedo, inconsolável, incoçável.
Neve, nuvem, dente-de-leão,
espuma do mar, pomba, pus,
cal, vestido de noiva,
osso, sémen
folha de papel virgem.
Charlan Fialho
A ANGÚSTIA DO POETA
Há dias em que o meu amor é tomado de sandice...
Às vezes, escrevo nas páginas da escuridão,
Sucateio os horizontes da paixão
E com os meus sensacionalismos brigo com o coração tolo.
Já tentei pisar o som dos beijos e apagar a música
Que acorda a alma com plangores,
Mas não consigo, sofro com esse pecado que acorda-me na aurora.
Há dias que o meu amor fica assim,
Perdido no contraste do tempo, que insiste
Em caminhar na contramão dos sentimentos;
Não macaqueio nenhuma emoção rasa,
Sequer amolento minhas oferendas de amor,
Mas faço-me poeta obtuso, carrancudo, escorchado pelos arranhões
Das lembranças que atascaram meus enleios.
Há dias que não me vejo; o amor fica cinzento...
Parece que sumo debaixo dos estrondos
Que há dentro do peito e, como nuvem desfaço-me
Sem ostentar qualquer nuance, nem adereços...
Sou arrolado como um pássaro a andar sem destino,
Visto a caminhar com meus versos nublados;
Preso em ardis sentimentos, escondo-me nos outeiros do desalento
Onde só me encontram no décor de cada pesadelo.
-Charlan Fialho
natalia nuno
menina...trovas
belos sorrisos de romã
o cravo a rosa namora
logo cedo... p'la manhã
luz dos olhos são estrelas
a realçar na face bonita
é um regalo só de vê-la
q' ao ver nem se acredita
nas mãos papoilas trazes
no teu coração um trigal
e é com beijos que fazes
que o sol seja o teu rival...
cintura é de primavera
delgada e de pele tão fina
Ai quem te dera quem dera
Pra sempre seres menina.
natalia nuno
natalia nuno
sentidos...trovas
São como lamentos reais
Às vezes para mim minto
Porque me doem de mais!
Há dias em que não escrevo
Para não usar o coração
Tão cansado que nem atrevo
A causar-lhe desilusão.
natalia nuno
ania_lepp
Um olhar ao longe...
Avisto o mar sem fim
Me perco olhando
Como se no horizonte
Existisse uma resposta prá mim...
Olho ao longe
E descubro a divagar
Que na linha do pensamento
Bem no fim do caminho
O sol está a brilhar...
Olho ao longe
No céu, os rastros
Das gaivotas a voar
E descubro o paraíso
Que existe em recomeçar...
(ania)
Sanjo Muchanga
Poema das Minhas Referencias
Mil vezes as mesmas cartas de amor
Que me causaram melancolia
Do tempo em que também escrevia
Cartas de amor iguais a do Pessoa
Também ridículas que este tempo.
E por puro medo de errar as palavras
Errei o meu sentimento com você
Que tantas vezes foi maravilhosa comigo
Não por que quis brincar contigo
Como brinco comigo
Quando leio os meus próprios erros.
Porque sou um vazo vazio
Que se quebra com facilidade
Prefiro não ter preferência disto
Que não é isto e nunca será isto
Para ser sozinho em meu leito
Bebendo o conhaque das suas lágrimas.
Porque estavas aqui a corrigir os meus erros
Ao ler as suas cartas de amor
Que ficaram espalhadas em meu íntimo
Como agora que estou quebrado
Entre o telhado do meu pensamento
De quer o que bem quero para ti
Que escrevi este poema.
Agora vou me embora
Antes que jazem os mares
E me levem junto de ti
Minha falecida inspiração
Que busco na ilusão dos ventos
Das vozes noturnas da Bahia
Para te escrever poemas
Que um dia serão teu consolo.
Quando já não haver tempo
De os ouvir da minha boca
Que treme toda vez que chama
Pelo seu nome Lina
Minha esperança de ouvir
A chegada da minha partida.
E se me resta algo agora
Antes de partir, que seja isto
Adeus, até para sempre
Minha prematura inspiração!
Sanjo Muchanga
paula_frason
SÓ MAIS UM
Tu me pediste só mais um beijo.
Eu te dei.
Tu me pediste só mais uma noite.
Eu me entreguei.
E então, eu te pedi só mais um dia.
E tu partiste
natalia nuno
aberta às palavras...prosa poética
Fecha a porta diz a mãe, olha a corrente de ar, e minha avó rabujenta e desesperada... já se encheu a casa de fumo, pois esta cachopa não sabe estar sossegada, anda numa roda viva o tempo todo, parece que tem fogo no rabo...
O principal pensamento estava na brincadeira, a dormir ou acordada sempre a mesma ânsia, a mesma excitação, a brincadeira era a magia que alegrava e fazia brilhar as pedras preciosas que eram meus olhos, de reflexos cor da terra e o verde dos prados, e nos lábios de água fresca sempre o mesmo sorriso.
E quando veio a primavera os pássaros pousaram no peitoril da janela, as sardinheiras deram-lhes as boas vindas, hoje o peitoril da janela vê-se privado dos pássaros, os olhos não brilham mais e o sorriso não tem o mesmo fulgor, só a saudade é que me traz um alívio bem vindo.
A avó rezava de face olheirenta marcada pelas rugas, de quando em quando abria a boca bocejando, e uma ou outra lamúria se lhe escapava dos lábios e ficava meditando na sorte de alguém que partiu para não voltar, esse avô que pairava clandestinamente pela casa como um fantasma.
Dizem os velhos da aldeia que me pareço com ele, como saber ao certo se apenas o conheço duma fotografia que não páro de olhar?
É agora tempo de medrarem as sementeiras, aspiro o cheiro dos campos, quem dera obrigar o relógio a andar para trás.
Às vezes se acerca de mim o pânico, o medo de esquecer, por isso me apresso a passar ao papel, a história dum vaso florido que o sol ergueu com narcisos de ouro e que hoje está quase quebrado, e só a poeira o cobre e a palavra o sente.
Recolho a saudade de mim
quando ao espelho me olho...
rosafogo
natalia nuno
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=243982 © Luso-Poemas
dr_grey
amar o intocável
tocar seu rosto é meu desejo
cafunés e afagos almejo
Doce Sofrimento
meu maior desejo
na ponta dos pés, me estico
desejando beijar tua face
Sentir minhas pequenas mãos
acariciando seus cabelos
Amor Intocável. A distancia nos proibe.
machuca todo ano.
Mas o proibido sempre é tentador.
Minha face virgem e pura
descobrindo algo novo.
Meus lábios provando algo diferente.
mas... Sempre acordo deste lindo sonho.
E farei o possível para o realizar.
Heinrick
Brincadeira de verdade
Eu não jogo sério esse jogo
O Mundo é imundo
E eu ainda resto de lodo
Tão pouco sei o que faço
Só me embaraço
Tão pouco faço o que sei
E ainda quero buscar o título de rei
Do imundo, sujo vulgo mundo
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