Vertido feérico,sereno
como o fim de uma busca eterna
refutando o infausto
contemplo tua íris numa sedição cobarde
Umbral módico; opúsculo afônico,
Assombrado por tua deidade sílfide"
Gebher Malakl
Vertido feérico,sereno
como o fim de uma busca eterna
refutando o infausto
contemplo tua íris numa sedição cobarde
Umbral módico; opúsculo afônico,
Assombrado por tua deidade sílfide"
Gebher Malakl
"Sobre a mesma face,
o mentecapto insólito
lança um sortilégio
a um som talássico
tácito seu pai chora
Sim! o leviatã a flanar
deus impene de algo fútil
que somente no pelagro
onde seu pranto afônico
veiga para os batráquios
fulcro do profano
que ao mestre ourives
o sucinto é ignóbil
languidez intepestiva do caos!
Aos antigos foi prometido
purificar-se no incandescente fim
insidiosa veleidade Divina
para assim, nos outorgar o perdão!
Mas os cobardes não saberão;
Que no opúsculo do Genêsis
está a ironica contradição:
Que ao término do sétimo dia
casto jazerá o Homem
submerso na primeira essência
repousando seus puerís devaneios
o abstêmio consternado
pelo espúrio do seu pudor...
E no crepúsculo do último dia
o Imortal já terá sido esquecido
e seu perene segredo
absorto numa única palavra,
A última partícula de poesia!"
Gebher Malakl
e não é correspondido,
como faca de dois gumes
cravada no seio amador.
Como teu olhar de indiferença
sobre minha declaração pueril
que somente uma vez
incandesce no sublime...
O tempo; melhor amigo
apazigua mas não apaga,
a chama imortal da cobiça!
O desejo consome a alma
fazendo brotar do insano,
aquilo que o poeta clama de amor!"
Gebher Malakl
"Minha menina o que houve?
você nunca mais quis dançar
com medo de parecer óbvia?
de não estar perto Dele o suficiente
para não sentir o afago quente de sua Mão?
Minha garota o que houve?
você não canta mais no chuveiro
por medo de ser rídicula?
Onde você dormiu a noite passada
que não pude ouvir seu pranto na madrugada?
Minha princesa o que houve?
você se cansou de príncipes
e agora se apaixona por sapos?
minha espada, meu castelo e meu reino
te fazem sentir numa prisão?
Minha estrela o que houve?
porque já não ilumina meus passos
com o brilho intenso do seu ser?
será que você se enjoou do céu?
Minha mulher o que houve?
porque não respiras o ar amigo
de quem te ama?
que direito tinha a morte
de me tirar teu convívio?!
Minha Poesia o que houve?
nunca mais te ví rir ou sonhar
a sofreguidão calou teu canto?
ou a Velha Senhora levou também tua vida?
Minha vida o que há?!"
Gebher Malakl
Que escrevi teu nome
no meu destino...
Arrastado por tua melancolia
segui teus passos...
Tendo somente tua sombra
como guia e companhia
Caminhei cego à beira do abismo...
E agora diante de ti...
apenas meu fantasma,
Uma imagem distorcida
do que outrora fui...
levando no semblante
A fria lembrança do teu adeus"
Gebher Malakl
Tão pouco entender seus atos...
Sigo despido da ambição de ser amado;
Posto que minha existência,
que desconhece o indulto,
É para mim um fardo inexorável
uma desdita insurpotável
Não lamento meu destino...
Não tenho a pretensão de salvar o mundo
Quero apenas desfazer o Grande Engano
Subverter a condição de Real...
Não sou um Libertador,
Sou um Violador..."
Gebher Malakl
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