Soneto
Hoje que, remontada ao firmamento,
Fênix pertende do Brasil a história,
das flamas emplumar-se da memória,
sacudindo os carvões do esquecimento.
A vossa proteção o seu intento
com justa confiou digna vanglória,
que onde as armas, e as letras têm vitória,
têm os anos, e os tempos rendimento.
Não tema pois, a história a cinza obscena,
se eloqüente uma mão, e outra alentada,
põem na estampa dos Céus qualquer Camena:
que era glória lograsse eternizada,
para os vôos, arrojos nessa pena,
para os rasgos, impulsos nessa espada.
Fênix pertende do Brasil a história,
das flamas emplumar-se da memória,
sacudindo os carvões do esquecimento.
A vossa proteção o seu intento
com justa confiou digna vanglória,
que onde as armas, e as letras têm vitória,
têm os anos, e os tempos rendimento.
Não tema pois, a história a cinza obscena,
se eloqüente uma mão, e outra alentada,
põem na estampa dos Céus qualquer Camena:
que era glória lograsse eternizada,
para os vôos, arrojos nessa pena,
para os rasgos, impulsos nessa espada.
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