Neide Azevedo

Neide Azevedo


1972-08-27 São Paulo
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Eu

Eu...

Que me espera

deveras

Que outro me tenha.



Que a vida que passa me odei.

Desdenha.

Que o mundo me abrace

Depois me arraste para o tronco.



Que ronco.

Que bela façanha.

Sou eu quem apanha!

Sou eu quem me desespero.



Meu eu que impero

Meu sonho ou puldor.

Choro a burrice

E a dor.



Eu mesma que grito,

Que berro, que minto.

Eu mesma que me escondo,

Sorrindo me expondo.



Rasgando a roupa

Mostrando a carcaça.

Sem riso de graça.

Desgraça!



Eu mesma me agarro

Criando faceta

Na frente

Do carro.



Eu mesma me nego,

E nua me entrego a todos porém

Eu mema ... Sem sonho.

Eu mesma... Ninguém...
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joao_euzebio
Belo poema Neide descreve todos os segredos de uma mulher da a ela a supremacia do amor a vontade viver e crer no amanha. Parabéns e seja bem vinda.
21/fevereiro/2012

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